Seminário Brasileiro de Teoria e História da Historiografia

Ao chegar ao seu décimo encontro, o SNHH convida a comunidade para refletir sobre os desafios futuros da historiografia a partir do rico campo de sugestões aberto pela palavra emergência. Na consulta feita aos membros da SBTHH ficou evidente uma inquietação disseminada a respeito de problemas e questões ainda pouco contemplados nas agendas de pesquisa, seja na Teoria da História ou na História da Historiografia. 

O que podemos entender por emergência? Da palavra ao conceito, temos uma gama de possibilidades semânticas. Diversos saberes compartilham o interesse pela emergência, seja como parte de seu vocabulário específico, seu emprego conceitual ou mesmo um recurso metafórico. A língua portuguesa torna ainda mais interessante o emprego desta palavra, uma vez que relaciona tanto o sentido literal da expressão - como erupção, crescimento, um brotar do solo, uma força que irrompe - aos muitos sentidos figurados que essa ideia comporta, como agência ou urgência. 

Junto a essa polissemia, é possível encontrar diferentes aspectos temporais envolvidos na ideia de emergência. Em sua articulação com a experiência da história, o termo pode indicar o vir à tona de algo no interior de uma situação, a abertura que se instaura no movimento da história. Na emergência os tempos se (re)embaralham, o que a coloca numa posição privilegiada para a tarefa de pensar a história e a historiografia, especialmente em relação às questões que a contemporaneidade coloca como desafios em seus diversos níveis: éticos, políticos, epistemológicos, estéticos, ontológicos, entre outros. 

Ao lançar esse problema sobre a contemporaneidade e suas questões, o evento convida ao pensamento pelo futuro. Não apenas o futuro da teoria da história, ou mesmo da historiografia, mas o próprio futuro em geral. O convite que lançamos se estende a todo(a)s o(a)s interessado(a)s em apresentar suas reflexões a partir da ideia de emergência. 

Com a palavra emergência gostaríamos de apontar para novas configurações, motivadas por questões que envolvem raça, gênero, corpo, movimentos sociais/políticos, novas espacialidades e a problematização da dicotomia natureza/cultura. Tais questões apontam aberturas possíveis para novas epistemologias, abordagens, saberes e historiografias que nos ajudem a explorar os limites da experiência da história. Gostaríamos de reservar especial atenção à produção “emergente” que hoje acontece nos mais diferentes espaços culturais e geográficos, dentro e fora das fronteiras nacionais.

Leia mais... →

LOCAL DO EVENTO

Instituto de Ciências Humanas e Sociais - ICHS - Rua do Seminário, Centro, Mariana - Minas Gerais