VI CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL & SIMPOSIO DE POS-GRADUAÇÃO

VI CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL & SIMPOSIO DE POS-GRADUAÇÃO

Uma abordagem pedagógica para problemas e conflitos sociais

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Conferência 3 - Jüha Hämäläinen, Teorias da Pedagogia Social - dia 21.09.2018

Postado em 22/09/2018

Conferência de Juha Hämäläinen no VI Congressdo Internacional de Pedagogia Social.



HOTÉIS

Postado em 13/09/2018



COMUNICAÇÕES ORAIS

Postado em 13/09/2018

PROGRAMA DAS RODAS DE CONVERSA SOBRE PESQUISA

19.09.2019

14:00 às 17:00h

AUTORES

TEMAS

SALA 501 

I - PEDAGOGIA SOCIAL E PEDAGOGIA ESCOLAR

Coordenadores: Profª Drª Sueli Maria Pessagno Caro

                                                                                                                Profª Drª Iracema Santos do Nascimento (FEUSP)

Marcio Bernardino Sirino

PEDAGOGIA SOCIAL FUNDAMENTANDO OS ESTUDOS DA CONCEPÇÃO CONTEMPORÂNEA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL

Neide Aparecida Ribeiro

ENFRENTAMENTO DO CYBERBULLYING NAS ESCOLAS INSPIRADO PELOS PRINCÍPIOS E METODOLOGIAS DA PEDAGOGIA SOCIAL

Josmary Ribeiro e Geraldo Caliman

PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM DUAS ESCOLAS NO DISTRITO FEDERAL: PERCEPÇÃO DE GESTORES E PROFESSORES

Elaine Teresinha Dal Mas Dias e João Clemente de Souza Neto

DIVERSIDADE CULTURAL NO ESPAÇO ESCOLAR: IMPLICAÇÕES NO ENSINO, NA APRENDIZAGEM E NOS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO

Patricia Flavia Mota

A GESTÃO DEMOCRÁTICA E AS PRÁTICAS SOCIOEDUCATIVAS COMO POSSIBILIDADES DE AMPLIAÇÃO DA JORNADA ESCOLAR E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Brunna D’Luise Turato Lotti Alves

LUZ, CÂMERA E CIDADANIA

SALA 502

II - PEDAGOGIA SOCIAL, INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Coordenadores: Profª Drª Maria Letícia Nascimento (FEUSP)

                                                                                                          Profª Drª Margareth Martins Araújo (UFF)

Fernanda Cristina Pereira

A IMPORTÂNCIA DOS GAMES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Tainara Navas

NARRATIVAS DE MEMÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Katilen Machado Vicente Squarisi e Inês Maria Marques Zanforlin Pires de Almeida

SUBJETIVIDADE, VULNERABILIDADE SOCIAL, PSICANÁLISE, MENINOS E MENINAS DE RUA

Valéria Regina Valério de Carvalho e Marieta de Gouvêa Penna

A ESCOLA É O CORRE PRA VOCÊ IR EMBORA: A ESCOLARIZAÇÃO NA PERSPECTIVA DO ADOLESCENTE AUTOR DE ATO INFRACIONAL EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO

Simone Martiningui Onzi

GESTÃO PEDAGÓGICA PARTICIPATIVA EM ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO NÃO ESCOLAR

SALA 503

III - PEDAGOGIA SOCIAL E JUVENTUDE

Coordenadores: Prof. Dr. Geraldo Caliman (UCB)

                                               Prof. Dr. Odair Marques da Silva (UNICAMP)

Paulo Roberto Corrêa Leão e Geraldo Caliman

CONSTRUINDO SUBSÍDIOS PARA PROMOÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO APORTE DAS INTERAÇÕES E MUDANÇAS SUSTENTÁVEIS NOS PROCESSOS SOCIAIS E EDUCACIONAIS DOS JOVENS

Robson Montegomeri Ribeiro Lustoza

JUVENTUDE E EDUCAÇÃO SOCIOPOLÍTICA: PERSPECTIVAS NO AMBIENTE UNIVERSITÁRIO

Tatiane Delurdes de Lima e Araci Asinelli da Luz

A PRÁTICA DA PREVENÇÃO DO ABUSO DE DROGAS POR EDUCADORES SOCIAIS DE UM CENTRO DA JUVENTUDE

Luciany Oliveira Ferraz e João Clemente de Souza Neto

A INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO DOS EGRESSOS DO PROGRAMA APRENDIZAGEM: PONTE OU ABISMO?

Denise Maria Reis

PARTICIPAÇÃO, FUNDO PÚBLICO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE: MOVIMENTAÇÕES E TENSIONAMENTOS

Felix Fernando Siriani e Patrícia Junqueira Grandino

JUVENTUDE EM DESENVOLVIMENTO: AS EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS E A CONSTRUÇÃO DE PROJETO DE VIDA

Mônica Coelho

DO BONÉ E SKATE À RIMA E GRAFITE

 

 

PROGRAMA DAS RODAS DE CONVERSA SOBRE PESQUISA

20.09.2019

14:00 às 17:00h

SALA 501

IV - PEDAGOGIA SOCIAL E PRIVAÇÃO DA LIBERDADE

Coordenadores: Marc de Maeyer (UNESCO)

                                                   Profª Drª Eliane Leal Vasquez (UNIFAP)

Silvana Barbosa de Oliveira

A FORMAÇÃO DO PEDAGOGO PARA ATUAR NO SISTEMA PENITENCIÁRIO

Thais Barbosa Passos

LITERATURA CARCERÁRIA: O TESTEMUNHO POR MEIO DA CARTA-DENÚNCIA

Edina Fialho Machado

A EFETIVAÇÃO DE PRÁTICAS EM PEDAGOGIA SOCIAL E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA QUE LECIONA NO CÁRCERE

Mariana Matos Oliveira

A GESTÃO DE FLAMÍNIO FÁVERO COMO DIRETOR GERAL DO DEPARTAMENTO DE PRESÍDIOS DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 09/04/1943 À 03/04/1945 E SUA ATUAÇÃO NESTE PERÍODO COMO EDUCADOR SOCIAL

Daiane Trindade Da Silva

O TRABALHO DO SOCIOEDUCADOR E SUAS RELAÇÕES COM A PEDAGOGIA SOCIAL EM UMA UNIDADE SOCIOEDUCATIVA NA AMAZÔNIA

Selma Marquette Molina e João Clemente de Souza Neto

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM UM SERVIÇO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO: O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO BASE DO TRABALHO SOCIOEDUCATIVO

SALA 502

V – PEDAGOGIA SOCIAL E UNIVERSIDADE

Coordenadores: Profª Drª Nádia Dumara Ruiz Silveira (PUC/SP)

                          Prof. Dr. Marcelo Martins Bueno (Mackenzie)

Juliana Santos Graciani e Antônio Fernando Gomes Alves

INTERFACES ENTRE O PAPEL DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E SUAS INTERSECÇÕES COM AEDUCAÇÃO/PEDAGOGIA SOCIAL -

Jessica Gonçalves de Andrade

A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NA COORDENAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DO INSTITUTO FEDERAL DE SERGIPE: AÇÕES, AVANÇOS E PERSPECTIVAS -

Rita de Cássia da Silva Oliveira e Paola Andressa Scortegagna

PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO: O ESPAÇO DAS UNIVERSIDADES ABERTAS PARA A TERCEIRA IDADE

Sheila Perina de Souza e João Boa Ventura Ima Panzo

PARTICIPAÇÃO DO GRADUANDO EM AÇÕES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA ESPB/ANGOLA: AVALIAÇÃO DO IMPACTO TRANSFORMACIONAL

Alexandre Camargo Maia

O CURSINHO POPULAR SEMEANDO O FUTURO DO IFSP CAMPUS CAPIVARI: UM ESTUDO DE CASO PELA ÓTICA DA EDUCAÇÃO SOCIOCOMUNITÁRIA

SALA 503

VI - PEDAGOGIA SOCIAL E COMUNIDADES

Coordenadores: Prof. Dr. Hélio Roberto Braunstein (UFMS)

                                       Profª Drª Noêmia Garrido de Carvalho ( UNISAL)

Rafael da Silva Muniz e Renata Sieiro Fernande

EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL NOS GRUPOS DE AJUDA MÚTUA DE PESSOAS COM TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Arthur Vianna Ferreira

AS REPRESENTAÇÕES DE POBREZA E O PROCESSO DE ‘LAZARIZAÇÃO’ NAS RELAÇÕES E AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS COM OS EDUCANDOS EMPOBRECIDOS NA REGIÃO SUDESTE DO PAÍS

Priscila de Lima Alonso

A MODERNIDADE E A PRÁXIS DA EDUCAÇÃO SOCIAL – UM LUGAR CHAMADO MISSÃO PAZ

José Nildo Oliveira Soares

PEDAGOGO COMUNITÁRIO E INTELECTUAL ORGÂNICO: PRÁXIS DE UM PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO SOCIAL

Penha da Glória dos Santos e João Clemente De Souza Neto

A INFLUÊNCIA DO TESTEMUNHO RELIGIOSO NA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO SOCIAL

Elenice Martins de Oliveira Silva

ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA: UM INSTRUMENTO PARA A EDUCAÇÃO SOCIOCOMUNITÁRIA

 

 

PROGRAMA DAS RODAS DE CONVERSA SOBRE PESQUISA

21.09.2019

14:00 às 17:00h

SALA 501

VII - PEDAGOGIA SOCIAL E FORMAÇÃO

Coordenadores: Profª Drª Evelcy Monteiro machado (UFPR)

                                                         Prof. Jorge Camors (Universidad de la República, Uruguay)

Margareth Martins de Araújo e Priscila Tamiasso-Martinhon

PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO SEM A IMPOSIÇÃO À PEDAGOGIA DA DOMINAÇÃO

Leandro Alves Lopes

A FORMAÇÃO DO EDUCADOR SOCIAL NO CAMPO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NA CIDADE DE SÃO PAULO: UM ESTUDO DE CASO NO CENTRO SOCIAL NOSSA SENHORA DO BOM PARTO -

Lindberg Morais Morais

OS ECOS DO PENSAMENTO REFORMADO NA CONSTRUÇÃO DA EDUCAÇÃO COMO DIREITO

José Paulo Fernandes Júnior

A COSMOVISÃO CRISTÃ EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR FAZ DIFERENÇA?

Christina Pereira da Silva e Adriana Matos Rodrigues Pereira

O EDUCADOR SOCIAL E AS COMPETÊNCIAS PEDAGÓGICAS PARA A PRÁXIS DOCENTE EM CONTEXTOS DA SOCIOEDUCAÇÃO -

SALA 502

VIII - PEDAGOGIA SOCIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS

Coordenadores Prof. Dr. João Clemente de Souza Neto (Mackenzie)

        Profª Drª Rosana Schwartz (Mackenzie)

Márcia Bazhuni Pombo e Margareth Martins de Araújo

PEDAGOGIA SOCIAL NA GESTÃO PÚBLICA

Matheus Henrique Pinheiro Ribeiro e Rosana M. P. B. Schwartz

PROJETO EDUCOM.RADIO: UMA PRÁTICA EDUCATIVA SOCIAL -

Temízia Cristina Lopes Lessa

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA UHE CORUMBÁ IV: AS CONTRIBUIÇÕES DA PEDAGOGIA SOCIAL PARA ESTRUTURAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO -

Maria Aparecida Perez

OS CENTROS EDUCACIONAIS UNIFICADOS (CEU) NA CIDADE DE SÃO PAULO E SUA RELAÇÃO COM O TERRITÓRIO NA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA SOCIAL

José Manuel de Sacadura Rocha

TEMPO DE TRABALHO DISPONÍVEL E PEDAGOGIA SOCIAL

Soluanny Hunhevicz Barbosa

CIDADES QUE EDUCAM? REFLEXÕES SOBRE A CIDADE E EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA

 



Caderno de Resumos

Postado em 12/09/2018

 

TRABALHOS APRTOVADOS PELA COMISSÃO CIENTÍFICA DO VI CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL & SIMPOSIO DE POS-GRADUAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO COMO COMUNICAÇÃO ORAL

 

 

 

 

 

Sumário

Breves considerações. 5

  1. ALEXANDRE CAMARGO MAIA.. 6
  2. ARTHUR VIANNA FERREIRA.. 7
  3. BRUNNA D´LUISE TURATO LOTTI ALVES. 8
  4. CHRISTINA PEREIRA DA SILVA, ADRIANA MATOS RODRIGUES PEREIRA 9
  5. DAIANE TRINDADE DA SILVA.. 10
  6. DENISE MARIA REIS. 12
  7. EDINA FIALHO MACHADO.. 13
  8. ELAINE TERESINHA DAL MAS DIAS, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO.. 15
  9. ELENICE MARTINS DE OLIVEIRA SILVA E SUELI MARIA PESSAGNO CARO 16
  10. FELIX FERNANDO SIRIANI, PATRÍCIA JUNQUEIRA GRANDINO.. 17
  11. FERNANDA CRISTINA PEREIRA.. 19
  12. JESSICA GONÇALVES DE ANDRADE.. 20
  13. JOSÉ MANUEL DE SACADURA ROCHA.. 21
  14. JOSÉ NILDO OLIVEIRA SOARES. 22
  15. JOSÉ PAULO FERNANDES JÚNIOR.. 24
  16. JOSIMARY RIBEIRO, GERALDO CALIMAN.. 25
  17. JULIANA SANTOS GRACIANI, ANTÔNIO FERNANDO GOMES ALVES. 26
  18. KATILEN MACHADO VICENTE SQUARISI, INÊS MARIA MARQUES ZANFORLIN PIRES DE ALMEIDA.. 28
  19. LEANDRO ALVES LOPES. 29
  20. LINDBERG MORAIS MORAIS. 30
  21. LUCIANY OLIVEIRA FERRAZ, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO.. 31
  22. MÁRCIA BAZHUNI POMBO, MARGARETH MARTINS DE ARAÚJO.. 32
  23. MARCIO BERNARDINO SIRINO.. 33
  24. MARGARETH MARTINS DE ARAÚJO, PRISCILA TAMIASSO-MARTINHON 35
  25. MARIA APARECIDA PEREZ.. 36
  26. MARIANA MATOS OLIVEIRA.. 37
  27. MATHEUS HENRIQUE PINHEIRO RIBEIRO, ROSANA M. P. B. SCHWARTZ 38
  28. MÔNICA COELHO.. 40
  29. NEIDE APARECIDA RIBEIRO.. 41
  30. PATRICIA FLAVIA MOTA.. 43
  31. PAULO ROBERTO CORRÊA LEÃO, GERALDO CALIMAN.. 44
  32. PENHA DA GLÓRIA DOS SANTOS, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO.. 46
  33. PRISCILA DE LIMA ALONSO.. 47
  34. RAFAEL DA SILVA MUNIZ, RENATA SIEIRO FERNANDES. 48
  35. RITA DE CÁSSIA DA SILVA OLIVEIRA, PAOLA ANDRESSA SCORTEGAGNA 49
  36. ROBSON MONTEGOMERI RIBEIRO LUSTOZA.. 50
  37. SELMA MARQUETTE MOLINA, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO.. 52
  38. SHEILA PERINA DE SOUZA, JOÃO BOA VENTURA IMA PANZO.. 53
  39. SILVANA BARBOSA DE OLIVEIRA.. 54
  40. SIMONE MARTININGUI ONZI. 56
  41. SOLUANNY HUNHEVICZ BARBOSA.. 57
  42. TAINARA NAVAS. 58
  43. TATIANE DELURDES DE LIMA, ARACI ASINELLI DA LUZ.. 60
  44. TEMÍZIA CRISTINA LOPES LESSA.. 61
  45. THAIS BARBOSA PASSOS. 62
  46. VALÉRIA REGINA VALÉRIO DE CARVALHO, MARIETA GOUVÊA DE OLIVEIRA PENNA 63

 

 

 

 

 

 

 

Breves considerações

A realização de um simpósio de Pós-Graduação dentro do Congresso Internacional de Pedagogia Social se deve à necessidade e conveniência de acompanhar de perto as pesquisas realizadas na área, seja no Brasil ou no exterior, de organizar a produção da área por meio dest4es Cadernos de Resumos, de Anais e da Coleção Pedagogia Social e de, identificar tanto as temáticas quanto os métodos, técnicas e procedimentos de pesquisa a que recorrem que atua sob os referenciais teóricos e metodológicos da Pedagogia Social.

Com a publicação antecipada tanto do Caderno de Resumos quanto dos Anais, e a disponibilização destes por meios digitais para consultas online, conseguimos que as Comunicações Orais se transformassem, na verdade, em Rodas de Conversa sobre a pesquisa. Com a coordenação de um animador sociocultural, geralmente alguém com titulação de doutorado, que orienta pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado e que integra a Comissão Científica do CIPS, isso nos possibilitou fugir do modelo tradicional de congressos acadêmicos de privilegiar a leitura em detrimento da discussão pública das pesquisas.

A Roda de Conversa sobre Pesquisa possibilitou ainda, que participantes ouvintes, geralmente pretendentes a mestrado e doutorado no futuro, pudessem se integrar à discussão, com excelentes resultados.

 

São Paulo, Agosto de 2018

A Comissão Organizadora

A Comissão Científica

 

 

 

 

  1. ALEXANDRE CAMARGO MAIA

 

O CURSINHO POPULAR SEMEANDO O FUTURO DO IFSP CAMPUS CAPIVARI: UM ESTUDO DE CASO PELA ÓTICA DA EDUCAÇÃO SOCIOCOMUNITÁRIA

A pesquisa busca investigar as motivações, experiências e percepções dos envolvidos no Cursinho Popular do Campus Capivari e a inter-relação do projeto com a lógica sociocomunitária e da educação popular. O problema de pesquisa é: “Como o projeto e a execução do Cursinho Popular, executado em 2014, 2015 e 2016 no Campus Capivari do IFSP, cultiva as possibilidades e os limites de uma intervenção socioeducativa, e de qual pode contribuir para o desenvolvimento emancipatório dos sujeitos? Obras de Freire, P. e Groppo, Luís Antônio são alguns dos referenciais teóricos da pesquisa, O estudo possui enfoque qualitativo e será desenvolvido na forma de Estudo de Caso e além da pesquisa bibliográfica serão utilizados questionários e entrevistas semiestruturadas para coleta de dados, com fundamentos metodológicos nas obras de Marconi, M. A.; Lakatos, E. M. e Gil, A. C. A pesquisa está em período de Coleta e Análise de Dados, e durante o evento serão apresentados os dados preliminares.

Palavras-chave: Cursinho Popular, Educação Sociocomunitária, Pedagogia Social, Educação Popular,

 

 

  1. ARTHUR VIANNA FERREIRA

AS REPRESENTAÇÕES DE POBREZA E O PROCESSO DE ‘LAZARIZAÇÃO’ NAS RELAÇÕES E AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS COM OS EDUCANDOS EMPOBRECIDOS NA REGIÃO SUDESTE DO PAÍS.

Esse trabalho tem como objetivo mostrar o impacto da vivência das Representações Sociais de educando-pobre nas práticas educativas fora e dentro da sala de aula. Esse trabalho, da área de concentração da Psicologia Social, tem sua fundamentação na abordagem societal da Teoria das Representações Sociais em Willem Doise (2002) e da Identidade Socioprofissional de Claude Dubar(2005). A análise do material recolhido nos distintos campos de pesquisa se organizou a partir da filosofia retórica do discurso aplicada a Teoria das Representações Sociais segundo Mazzotti (2002; 2008) e Ferreira (2012; 2017) A partir do recorte dos resultados da tese de doutorado em Psicologia da educação sobre Identidade profissional do educador social e representações sociais de pobreza defendido na PUC SP desvelou-se, no campo do ensino-aprendizado, uma relação educador-educando caracterizado por processo de “Lazarização” no qual o outro-pobre da relação educacional é eclipsado pela representação de pobreza que o educador social possui do seu educando em vulnerabilidade social. Dessa forma, suas práticas tendem a atender as demandas do pseudo-pobre idealizado por ele mesmo, e não pelo pobre real da relação pedagógica. Esse mesmo resultado foi encontrado em outra pesquisa sobre representações de aluno-pobre, no qual esse mesmo processo sedava com professores do ensino fundamental I em uma escola pública da periferia do Rio de Janeiro. O estudo dessas representações no processo de ensino-aprendizagem nos ajudam a entender como são constituídas as relações entre os educadores sociais e os educandos-pobres em seus espaços de atuação profissional, a organização de seu trabalho sociopedagógico e os interesses pedagógicos e quais os destinos de seu atendimento a partir da forma com a qual representamos os sujeitos que participam conosco da ação socioeducativa.

 

Palavras-chave: Práticas Socioeducativas - Pobreza - Representações Sociais - Identidade Profissional do Educador Social

 

  1. BRUNNA D´LUISE TURATO LOTTI ALVES

 

LUZ, CÂMERA E CIDADANIA

A importância do saber geográfico para a formação cidadã e a vivência em sociedade já é consenso entre teóricos do ensino de Geografia. Com esse propósito, as perguntas que nortearam o trabalho foram: é a de o uso de séries televisivas pode preparar os estudantes para compreender a sua posição individual, dando-lhe sentido em longa escala: desde seu cotidiano ao seu mundo? Pode ajudá-lo a desenvolver seu raciocínio crítico?Na verdade, o ensino de Geografia pode levar os alunos a compreender seu entorno e, assim, poder exercer sua cidadania. Para operacionalizar o desenvolvimento da proposta, a pesquisa inseriu-se no contexto intraescolar, nas aulas de Geografia, a fim de identificar as representações sociais dos alunos e dos professores acerca do uso de novas linguagens em sala de aula bem como identificar as séries assistidas por eles, que podem ser explorados pelo professor em sala de aula como meio de contribuir para a prática do ensino de geografia e como trabalho final foi feita a confecção de um minidocumentário. O trabalho a foi desenvolvida com uma turma de ensino médio de rede púbica da cidade de Campinas. A fundamentação teórica que embasa o trabalho está a luz dos conceitos apontados por Pontuschka (2007) e a visão do professor como mediador, fazendo que o aluno compreenda o mundo em que vivem, Heller (1972) e a importância do cotidiano do aluno para a construção e raciocínio geográfico e também as análises feitas por Resende (1986, p.20) na importância da Geografia do aluno e suas vivencias fora da escola.A abordagem metodológica adotada foi de natureza qualitativa e a estratégia empregada foi um estudo de caso, no qual se aplicou um questionário na escola, sobre as séries assistidas pelos alunos, serviços utilizados (Netflix, televisão aberta, televisão paga). A pesquisa foi desenvolvida com uma turma de primeiro ano de ensino médio, houve dois momentos, o primeiro a aplicação do questionário e o segundo confecção de um minidocumentário.Os resultados apontam que dos 55 questionários respondidos, 18 alunos não assistem série, pelo fato de não possuir os serviços como internet. Para isso, a ideia do projeto foi realizar um minidocumentário abordando o tripé: escola- aluno- bairro, para que com um trabalho empírico os alunos puderam ter acesso a democratização de meios.

 

 

Palavras-Chave: Ensino de Geografia, Uso de tecnologia, documentário, democracia e cidadania.

 

  1. CHRISTINA PEREIRA DA SILVA, ADRIANA MATOS RODRIGUES PEREIRA

 

O EDUCADOR SOCIAL E AS COMPETÊNCIAS PEDAGÓGICAS PARA A PRÁXIS DOCENTE EM CONTEXTOS DA SOCIOEDUCAÇÃO

O levantamento SINASE 2015 mostra que o número de adolescentes atendidos nas unidades de internação vem aumentando e que atualmente de 26.209 atendidos, 18.381 estão cumprindo medida de internação. Diante desses índices alarmantes, percebe-se a importância da realização efetiva de uma educação nas escolas das unidades socioeducativas, para que abarquem a mudança de tal realidade. Neste artigo, busca-se discutir as competências do educador social como proposta para a práxis docente da Socioeducação, tendo por base o perfil do educador social. O problema da pesquisa situa-se na perspectiva de atendimento e reflexão sobre o perfil e competências do profissional que leciona na Socioeducação. O referencial teórico propõe a integração dos dados obtidos mediante os estudos de Onofre (2015, 2016); Silva (2017); Caliman (2015, 2010); Moreira (2016); Romans, Petrus e Trilla (2003); Mioto et al. (2015); assim como os documentos oficiais disponíveis como: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA -Lei n. 8.069), o Estatuto da Juventude (Lein.12.852), o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE – Lei n.12.594), DISTRITO FEDERAL (2014) e os dados da pesquisa de campo de doutorado em andamento, que investiga os professores de uma escola inserida em uma unidade de internação do Distrito Federal. Utilizou-se como metodologia de pesquisa a técnica de grupo focal como forma de coleta dados. Esta técnica foi escolhida por propiciar uma maior articulação entre os atores envolvidos no processo de pesquisa, encorajando uma conversa aberta sobre os pontos determinados e presentes em nossos objetivos, facilitando a expressão de ideias e experiências dos participantes. Realizou-se o grupo focal na escola de uma unidade de internação do DF, em 2018, com dez professores. Os dados coletados demonstraram que esses docentes apresentam grande dificuldade de atuação, sendo uma das causas apresentadas a falta de formação continuada. Acredita-se que esse aspecto impacta diretamente na ressocialização.

Palavras-chave: Educador Social; Perfil e Competências do Educador Social; Docente e Socioeducação

 

  1. DAIANE TRINDADE DA SILVA

 

O TRABALHO DO SOCIOEDUCADOR E SUAS RELAÇÕES COM A PEDAGOGIA SOCIAL EM UMA UNIDADE SOCIOEDUCATIVA NA AMAZÔNIA

O Presente trabalho tem por objetivo estabelecer relações das práticas cotidianas, dificuldades e rotina dos Socioeducadores de um Centro socioeducativo na cidade de Vilhena no estado de Rondônia e suas conexões com a pedagogia social. O mesmo trata-se do resultado de uma pesquisa apresentado ao programa de mestrado em Educação da Universidade do Estado do Mato Grosso, em queforam feitas observações referentes ao trabalho dos Socioeducadores dispensados à adolescentes que estão internados por prática de atos infracionais. Através dos resultados obtidos nesta pesquisa, foi possível determinar se este trabalho, que vem sendo desenvolvido no Centro socioeducativo de Vilhena, tem conexões ou não com a Pedagogia Social. A pesquisa foi desenvolvida no ano de 2017com intuito de revelar se o trabalho desses agentes está de acordo com a doutrina da proteção integral e com o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Visto que esses profissionais podem, através de seus trabalhos, contribuir efetivamente para a reinserção destes jovens a sociedade é que, através dos resultados obtidos nesta pesquisa, foi possível fazer uma análise, para que neste trabalho, com foco especificamente na pedagogia social, fosse possível estabelecer ou não uma relação com a prática desses agentes. A Pesquisa de cunho qualitativo, foi desenvolvida ao longo de 4 meses através de observações e entrevistas semiestruturada. Aqui, o objetivo é estabelecer as conexões que há entre o resultado desta pesquisa, que mostra o cotidiano desses agentes, e suas relações com a pedagogia social em seus limites teóricos. Para isso utilizamos os trabalhos de: SILVA (2014), NETO (2014),MOURA (2014), PINI (2014) entre outros. Os resultados obtidos, nos mostra um grande lapso entre o que pedagogia social propõe e o que efetivamente vem sendo adotado dentro dos Centros socioeducativos, em especial na cidade de Vilhena, fazendo-nos refletir sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido nesta região e de que forma este trabalho contribui para a ressocialização de jovens infratores.

Palavras-chave: socioeducador, pedagogia social, adolescentes, ato infracional

 

  1. DENISE MARIA REIS

 

PARTICIPAÇÃO, FUNDO PÚBLICO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE: MOVIMENTAÇÕES E TENSIONAMENTOS

Este trabalho decorre de uma pesquisa de doutorado que teve o apoio de bolsa de estágio de pesquisa doutoral no exterior. Nele discute-se quais caminhos são tomados pelas organizações e movimentos juvenis, dentre os que passaram a ser reconhecidos institucionalmente, na construção do acesso ao fundo público em prol da efetivação de políticas públicas de juventude, em um contexto histórico de programas e ações focalizados destinados à juventude. Também se discute as movimentações de atores políticos do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) em torno do fundo público, suas contradições e tensionamentos. O ponto de partida foi o Conjuve, com o enfoque da participação de coletivos eleitos para a sua composição de duas gestões, além de terem sido ouvidos outros atores políticos do Conselho. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, participação e observação de atividades e eventos, exame de documentos, e tratados por meio da análise de conteúdo numa perspectiva compreensiva e crítica. Os resultados indicaram que a defesa de acesso ao fundo público encontra-se no plano discursivo dos atores políticos e que há ambiguidades a respeito das funções do Conjuve e mesmo a ausência de competências regimentais que lhe permitam realizar proposições efetivas, inclusive de matérias orçamentárias. Observou-se a coexistência, na realidade da juventude brasileira, de demandas por redistribuição de renda e de demandas por reconhecimento de suas identidades e existências, bem como a forte presença dos partidos políticos e do movimento estudantil na liderança de ações e debates políticos, embora o discurso esteja orientado para a participação de diversas juventudes. Ressalta-se a importância da realização de uma reforma política institucional e da necessária revitalização de uma cultura política democrática como possibilidade de transformar o discurso pelo acesso ao fundo público e pela existência de políticas públicas de juventude no Brasil em realidade efetiva. O que se pretende é a radicalização da democracia, a ampliação e a qualificação da participação nas estruturas institucionais, tensionando e alargando o caminho das políticas sociais e da cidadania.

Palavras-chave: Políticas Públicas de Juventude, Participação Juvenil, Fundo Público, Conselho Nacional de Juventude, Juventudes.

 

  1. EDINA FIALHO MACHADO

 

A EFETIVAÇÃO DE PRÁTICAS EM PEDAGOGIA SOCIAL E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA QUE LECIONA NO CÁRCERE

Este artigo se ocupa da identidade profissional do professor de Matemática que trabalha em regimes de privação de liberdade, caracterizando seu trabalho como prática de educação social. A escolha se justifica, pelo fato de que o professor que atua no cárcere tem seu trabalho pouco conhecido pelo próprio coletivo profissional; é fruto de nosso compromisso e identidade com a Pedagogia Social e pelo nosso pertencimento a grupo de estudos e pesquisas que se ocupa do tema na Universidade do Estado do Pará (UEPA). A pesquisa emergiu dos estudos de doutoramento no Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Objetiva investigar a efetivação da Pedagogia Social nesse ambiente de privação da liberdade, e a identificação do professor de Matemática com essa prática pedagógica e social no cárcere. Teoricamente se fundamenta nos princípios da Dialética e da Pedagogia Social em Graciani (2014); sobre identidade, dialogamos com Ciampa (1984; 2001), Dubar (2009), Hall (2014). Sobre a formação do professor trouxemos, Pimenta (2005); da Educação Matemática, dialogamos com Mendes (2014, 2015), Valente (2015). A Metodologia se aplica a pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica e estudo de caso. Os instrumentos de construção das informações, são leituras, fichamentos e entrevista com um professor de Matemática que trabalha no cárcere. Os resultados evidenciam a existência de preconceito, além de falta de recursos didáticos e de condições dignas de trabalho dentro do cárcere, onde o professor trabalha sobre pressão, se expondo permanentemente a perigos, pois atua em um ambiente de grande complexidade. Consideramos que apesar das adversidades apresentadas, pela sua consciência pessoal e profissional, o professor realiza uma prática significativa de Pedagogia Social e se diz identificado com a docência em Matemática nesse complexo ambiente de trabalho. O estudo contribui para a reflexão a respeito da temática, e a necessidade de valorização das experiências profissionais dos diversos contextos educativos, entre eles o do cárcere.

Palavras-chave: Pedagogia Social, Cárcere, Identidade, Professor de Matemática.

 

  1. ELAINE TERESINHA DAL MAS DIAS, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO

 

DIVERSIDADE CULTURAL NO ESPAÇO ESCOLAR: IMPLICAÇÕES NO ENSINO, NA APRENDIZAGEM E NOS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO

Os Parâmetros Curriculares Nacionais valorizam a convivência democrática, a atenção às múltiplas culturas e às diversidades, que quando desdenhadas interpelam a formação e os inter-relacionamentos. Os alunos bolivianos ou descendentes de bolivianos (ABs) sofrem negligência ou opressão na escola? Respeitam? São respeitados? Aprendem satisfatoriamente? Objetiva-se observar e analisar as relações interpessoais e educativas entre docentes e ABs e estes e os demais alunos do ensino fundamental II de uma escola pública e entrevistá-los para conhecer suas experiências escolares. Baseia-se na epistemologia da complexidade que engendra o uno e o múltiplo, abarca o conhecido e o desconhecido, concebe o mundo como um todo indissociável e oposto a reducionismos, descrevendo os fenômenos em relação à incerteza, ao sujeito e ao objeto. Pesquisa de abordagem qualitativa e qualificada como estudo de caso, estudou aulas, áreas comuns e reuniões de professores. Os resultados apontaram indiferença, afastamento, discriminação, preconceito e imperceptibilidade dos ABs, ferindo o direito à cidadania e à coexistência, expondo uma integração excludente que tende a afetá-los subjetivamente. Diferenciam-se pela disciplina, dedicação aos estudos, respeito, recolhimento em grupos de iguais e diversidade cultural, que embora devesse ser valorizada é tratada como meramente situacional.

Palavras-chave: discriminação, formação humana, subjetividades, imigrantes.

 

  1. ELENICE MARTINS DE OLIVEIRA SILVA E SUELI MARIA PESSAGNO CARO

 

ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA: UM INSTRUMENTO PARA A EDUCAÇÃO SOCIOCOMUNITARIA

 

A presente pesquisa apresenta a Abordagem Centrada na Pessoa como um instrumento para a Educação Sociocomunitária. A Abordagem Centrada na Pessoa foi desenvolvida pelo pesquisador e psicólogo Carl Rogers, sendo uma área de aplicação bastante extensa, em que abrange as áreas da psicoterapia, educação, resolução de conflitos, relações familiares, grupos de encontro, grupos de crescimento e grandes grupos de comunidade. Pensando que a Educação Sociocomunitária contribui para o desenvolvimento integral do indivíduo, envolvendo o crescimento subjetivo, o desenvolvimento de uma cidadania consciente, bem como a probabilidade de reinserção ou ressocialização deste na sociedade, a Abordagem Centrada na Pessoa vem contribuir com a Educação Sociocomunitária, visto que se utiliza de instrumentos para a construção de uma aprendizagem com significado que vai além de uma acumulação de fatos. O objetivo dessa pesquisa é analisar a Abordagem Centrada na Pessoa e a implicação dessa abordagem como um instrumento para a educação sócio comunitária, bem como compreender os fatores que influenciam ou que impedem o sujeito de avançar em sua vida, se relacionar, se desenvolver, aprender e ou adquirir conhecimento. A base fundamental da Abordagem Centrada na Pessoa segundo Rogers, consiste em que, os indivíduos possuem dentro de si amplos recursos para se auto compreender e para modificar seus autoconceitos, suas atitudes e seu comportamento autônomo. Para que esses recursos sejam ativados é necessário proporcionar um clima passível de significação através de atitudes facilitadoras. Segundo o autor existem três atitudes que precisam estar presentes para que se desenvolva um ambiente facilitador de crescimento: autenticidade ou congruência, aceitação positiva incondicional e compreensão empática. Essas atitudes geram a atualização do indivíduo em qualquer relacionamento interpessoal, seja no relacionamento terapeuta paciente, pais-filhos, líder e grupo, administrador e equipe, aluno e professor. Destacou que uma relação de ajuda em que esteja presente uma escuta atenta ao outro constitui um elemento importante nas relações, pois os indivíduos passam a se ouvir gradualmente um ao outro. Enfatizou que, se em uma relação pelo menos um dos membros procurar promover no outro o desenvolvimento, o amadurecimento e o crescimento, haverá com certeza um melhor funcionamento e uma maior habilidade de enfrentar a vida. Frente ao exposto acima é possível assumir como problema de pesquisa o seguinte questionamento: Como a Abordagem Centrada na Pessoa pode contribuir para a Educação Sociocomunitária? A proposta da pesquisa se justifica pelo fato de se tratar de uma abordagem que altera o comportamento do indivíduo, levando este a refletir sobre suas atitudes para assim melhorar sua forma de se relacionar. Para fins de construção do referencial teórico da pesquisa foi utilizada a pesquisa bibliográfica com método fenomenológico em sua condução.

Palavras-chave: Abordagem centrada na pessoa, Educação Sociocomunitária

 

  1. FELIX FERNANDO SIRIANI, PATRÍCIA JUNQUEIRA GRANDINO

 

JUVENTUDE EM DESENVOLVIMENTO: AS EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS E A CONSTRUÇÃO DE PROJETO DE VIDA

A pesquisa encontra-se em desenvolvimento e propõe investigar as singularidades da construção de projetos de vida de estudantes do ensino médio de escolas públicas da cidade de Americana, identificando as experiências formativas, dentro e fora do ambiente escolar, que podem contribuir, ou não, nesse processo. Com base na complexidade temática e seu caráter interdisciplinar, os adolescentes e jovens tornaram-se objetos de estudos, sobretudo, nas áreas de sociologia, antropologia e psicologia, pelo peso demográfico e pelas características singulares dessa etapa do ciclo vital(SCHMIDT, 2000). Mais do que apenas um fenômeno biológico e psicológico, a juventude também é histórica, social e cultural (HURTADO, 2012). Dessa forma, nossa proposta é contribuir com a compreensão de juventude enquanto objeto psicossocial e de desenvolvimento humano; valorizar as diferentes experiências de suas histórias -que contribuem na construção da sua identidade – e seu projeto de vida. Atualmente, as relações entre jovens e adultos são complexas e as transformações da sociedade ampliam a noção de sujeito de direitos, ao mesmo tempo em que se reconhece a singularidade do processo do desenvolvimento humano (GRANDINO, 2016). Assim, a temática se torna importante, sobretudo, pelos desafios propostos à vida do indivíduo, pois, é nessa fase que se caracteriza e se intensifica o processo de autonomização e intensas experimentações. Pretende-se identificar, no jovem, o lugar de experiências de socialização, escolares ou não, na construção da história, da formação da identidade, do reconhecimento individual e da construção de valores (HURTADO, 2012), que revelem e o modo como o adolescente se lança à vida adulta e se confronta com o mundo do trabalho, relações familiares, amigos, felicidades, espiritualidade, sonhos (DAMON, 2009). Por meio de uma variação da metodologia autobiográfica, na qual introduzimos instrumentos facilitadores de produção de relatos, indagamos os participantes sobre a construção do seu projeto de vida e os impactos que as experiências formativas podem exercer no mesmo e agregar no debate sobre projeto de vida, juventude e educação social. Os dados estão sendo analisados, de maneira qualitativa e quantitativa, mas apresentam alguns resultados que contemplam o objetivo proposto. As analises preliminares apontam que as experiências formativas são importantes no processo de desenvolvimento juvenil e na construção do projeto de vida, mas serão melhor aprofundados no decorrer da pesquisa. As principais referências são: Valéria Arantes, Willian Damon, Sergio Dantas, Daniela Hurtado, Cristina Pátaro, Eduardo Silva, Helena Abramo, Ana A. Camarano, Marília Sposito, SueliCaro, Valéria Garcia e Maria Gohn.

Palavras-chave: projeto de vida; juventude; educação; educação social; identidade.

 

  1. FERNANDA CRISTINA PEREIRA

 

A IMPORTÂNCIA DOS GAMES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O trabalho propõe refletir sobre a importância dos jogos como elemento fundamental da cultura da infância, como representação de um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social como representação de jogo de papeis. O jogo auxilia no desenvolvimento da criança que contribui para a apropriação da imaginação na infância que promove níveis de desenvolvimento qualitativamente mais elevados. Neste sentido os games auxiliam como elementos da cultura como fonte de interatividade e conectividade entre os sujeitos, mediante aos aspectos social, cultural, cognitivo e emocional de maneira lúdica e prazerosa.

 

Palavras-chave: Jogo, cultura, infância e desenvolvimento

 

 

  1. JESSICA GONÇALVES DE ANDRADE

 

A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NA COORDENAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DO INSTITUTO FEDERAL DE SERGIPE: AÇÕES, AVANÇOS E PERSPECTIVAS

Este estudo surgiu a partir de indagações pessoais, desassossego e dúvidas profissionais quanto a ação pedagógica desenvolvida por mim em meu ambiente de trabalho. Trata-se de discutir as ações, avanços e perspectivas da atuação do pedagogo na Coordenação de Assistência Estudantil (CAE) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. O objetivo deste estudo é analisar as atribuições e contribuições do pedagogo na CAE, refletindo acerca das ações pedagógicas na perspectiva de desenvolver o serviço da assistência estudantil de qualidade. Diante destes posicionamentos, parte-se do seguinte problema: como se dá a prática laboral do pedagogo nas ações da assistência estudantil da CAE considerando suas atribuições e contribuições dentro deste setor? Por se tratar de uma pesquisa que nasceu de conversações e de guerrilhas comigo mesma, percebe-se que as provocações feitas por Deleuze se mostram como as mais potentes para discutir as questões subjetivas e pessoais postas aqui. Para conceituar e teorizar a pedagogia social utilizaremos as teorias de Geraldo Caliman (2010) João Clemente de Souza Neto, Roberto da Silva e Rogério Adolfo Moura (2009), Maria Stela Santos Graciani (2006), Jorge Camors (1999). No que se refere a educação profissional, os principais referenciais teóricos são Gaudêncio Frigotto, Maria Ciavatta e Marise Ramos (2005), Claudino Ortigara (2014), além da legislação vigente. Usaremos a metodologia da cartografia proposta por Deleuze e Guattari. Mais do que delimitar um procedimento metodológico, aqui, utilizaremos a cartografia como uma maneira de conceber esta pesquisa, em uma postura epistemológica e de vida, em uma atitude, justificando, assim, o encontro desta pesquisadora com seu campo. Finalmente, é importante perceber este estudo enquanto potência de devir profissional onde, a medida em que ocorre a atuação laboral há também a reflexão desta ação de modo que não buscaremos expor aqui verdades sobre a educação e a função do pedagogo na educação, mas sim trazer provocações que permitam pensar a ação educativa repelindo qualquer certeza que venha a legislar sobre a vida.

Palavras-chave: Pedagogia Social, Educação Profissional, Assistência Estudantil, Subjetividade.

 

  1. JOSÉ MANUEL DE SACADURA ROCHA

 

TEMPO DE TRABALHO DISPONÍVEL E PEDAGOGIA SOCIAL

Compreender a Pedagogia Social quanto à reprodução social geral, como unidade de ruptura que atinge por força objetiva das leis da reprodução do capital a possibilidade de emancipação criativa e profunda na relação ensino-aprendizado (ADORNO,2012). PROBLEMA: Como a hipérbole técnico-científica aplicada à esfera da produção altera a correlação de forças sociais e o imbricar de vários conteúdos das demais esferas da totalidade social, no caso das realizações socioeducativas menos subordinadas à esfera do fazer material (MORIN,2002) como a Pedagogia Social é o domínio mais importante das novas práticas educacionais? FUNDAMENTAÇÃO: A Pedagogia Social é a Ciência acadêmica que discute a filosofia e as práticas da Educação Social; estabelece os princípios para uma educação transformativa dos cidadãos edo projeto de vida coletiva; cria a teoria filosófica para as práticas de ensino, dos educadores e da sociedade (GADOTTI,2012). A Pedagogia Social deve ser pensada em conformação com a nova realidade da produção material (FREIRE,1970). Se a pós-Modernidade apresenta o “tempo de trabalho disponível” no sistema mercantil global, há a enfrentar os questionamentos pedagógicos de como educar em consonância com tal realidade, notadamente em relação a esse tempo disponível. METODOLOGIA: Pesquisa teórica qualitativa, bibliográfica e documental. Procedimento monográfico exploratório da Pedagogia Social e práticas educacionais quanto às novas relações sociais de trabalho material. Método de abordagem indutivo-dialético com ênfase na interdisciplinaridade de linhas de pesquisa afins. Partimos do princípio que pelos conceitos particulares e abstratos chega-se à totalidade do concreto; parte-se da revisão conceitual teórica cujos conceitos e deduções devem ser verificados no movimento real dos homens, do concreto para o abstrato. RESULTADOS: Observa-se a necessidade de ultrapassar a ortodoxia que ora autonomiza de forma desproporcional a produção educacional, ora a submete inconteste e de forma absoluta às esferas estruturais da produção material (BOURDIEU,2014).

Palavras-chave: Trabalho Disponível, Pedagogia Social, Educação, Capitalismo.

 

  1. JOSÉ NILDO OLIVEIRA SOARES

 

PEDAGOGO COMUNITÁRIO E INTELECTUAL ORGÂNICO: PRÁXIS DE UM PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO SOCIAL

O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o papel do educador social enquanto intelectual orgânico. Ttrata-se de um recorte de uma pesquisa de Mestrado em Psicologia da Educação, apresentada ao Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), em Osasco, São Paulo, no ano de 2012. A pesquisa tratou de investigar o processo de interação escola-família e suas respectivas práxis. O programa investigado consiste em um conjunto de ações, metas e estratégias desenvolvidas por pedagogas comunitárias, na cidade de Praia Grande/SP, com intuito de fortalecer o elo entre a escola, família e comunidade, que atuam desde o entendimento de que a educação acontece dentro e fora do ambiente escolar. As pedagogas se apresentam como profissionais da educação que acaba por abarcar funções de dimensões sociais, estas que, na nossa reflexão se coadunam com as funções do educador social. Para este recorte, tomamos os sujeitos que concretizam a práxis, ou seja, as pedagogas comunitárias, e refletimos seu fazer educativo enquanto intelectual orgânico, a partir da perspectiva gramsciana (1982; 1984; 2004; 2008; 2009; 2011) e referenciais da Pedagogia Social, como Caliman, 2010); Camors (2009); Fichtner (2009); Semeraro (1999; 2003; 2006; 2007); Scocuglia (2009); Souza Neto; Silva; Moura (2009); Silva [et al.] (2009); Souza Neto (2009; 2011). Muitos destes expoentes têm discutido e refletido a Pedagogia Social nos Congressos Internacionais de Pedagogia Social (CIPS). Os resultados da pesquisa consideraram que há engajamento dos parceiros no sentido de auxiliar os participantes no processo de transformação, evidenciando que os efeitos das práxis, entendidas como elementos de Educação Social, podem ser percebidos na maior participação da família e comunidade local, bem como na mudança no âmbito da escola, se coadunando com a proposta da Pedagogia Social, ou seja, uma pedagogia que pode e deve acontecer em todos os espaços e contextos da sociedade, visando à transformação social.

Palavras-chave: educador social; intelectual orgânico; práxis; pedagogia comunitária.

 

 

  1. JOSÉ PAULO FERNANDES JÚNIOR

 

A COSMOVISÃO CRISTÃ EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR FAZ DIFERENÇA?

A educação brasileira foi historicamente firmada com base em uma cosmovisão cristã, introduzida por segmentos católicos e protestantes. No âmbito legal a escola confessional foi amparada pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que garante o direito às instituições de ensino não público a ministrarem o ensino em todas as áreas com bases em uma orientação religiosa, ou cosmovisão, específica. Este artigo visa destacar como essa cosmovisão cristã tem sido relacionada com o processo educacional. Objetiva também levar à reflexão sobre a amplitude de uma cosmovisão e seus pressupostos, ainda que complexa em seus detalhes, na gestão e conceitos administrativos de uma instituição confessional. Procura igualmente responder à questão do que uma instituição pode almejar ser, em termos de expressão de sua confessionalidade, integrando à sua identidade institucional. Esses princípios norteiam a formação do educador e dos educandos e estendem-se a todas as relações humanas, para expandir a compreensão do mundo (SOUZA NETO, 2010). A interdisciplinaridade passa a ser uma necessidade e pode ser concebida como uma resposta complexa a uma interrogação que remete ao real-concreto. (FAURE, 1992). Os pilares epistemológicos contidos nas ciências modernas são capazes de atender a complexidade da realidade (MORIN, 2001). Considerar a qualidade e poder dessa influência, aponta para o entendimento de que as instituições confessionais devem rever ou reafirmar suas identidades e propósitos na sociedade contemporânea. Em adição, precisam repensar as epistemologias, posturas, conteúdos ministrados e como será o resultado das ações resultantes dessa reflexão em sua gestão administrativa e excelência acadêmica.

Palavras-chave: Cosmovisão, Educação, Interdisciplinaridade, Complexidade

 

  1. JOSIMARY RIBEIRO, GERALDO CALIMAN

 

PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM DUAS ESCOLAS NO DISTRITO FEDERAL: PERCEPÇÃO DE GESTORES E PROFESSORES

O artigo visa apresentar a prevenção ao uso de drogas em duas escolas no Distrito Federal na percepção de gestores e professores, visto que investiga a fala segundo a perspectiva daquele que a sente, que está enfrentando situações do cotidiano da escola. Esse grupo de adolescentes constitui-se em uma população que tende a iniciar-se às drogas através do caminho do uso de bebidas alcoólicas ou outras drogas permitidas, fato que, ao mesmo tempo, torna esse período alvo, muito importante para orientar intervenções preventivas na escola. Neste sentido, o quadro teórico fundamenta-se em obras de diversos autores como Abramovay, Dalbosco, Sudbrack, Caliman, Marty, Brasil, Amparo, Pedroza, Noto, Carlini, Galduróz, Moreira, Malbergier, e Vieira. Estes estudiosos apontam para uma forte associação entre o uso de drogas e os problemas escolares, como baixo rendimento escolar, repetências, falta de concentração, abandono da escola, não cumprimento de deveres e atrasos nas atividades escolares. O problema consiste em: Quais os desafios da escola como espaço de prevenção ao uso de drogas? O estudo tem como objetivo explorar as potencialidades da escola no enfrentamento ao crescente fenômeno das drogas ao longo dos últimos anos entre os adolescentes, na percepção de gestores e professores. Metodologicamente, é uma pesquisa qualitativa, fundamentada na Análise de Conteúdo, com enfoque na abordagem de forma indutiva e não a partir de categorias ou termos pré-estabelecidos, já que oportuniza explorar conteúdos mais que descobrir a causa de algum fenômeno. Para a coleta e análise de dados foram utilizados instrumentos como a entrevista semiestruturada, tendo como público alvo sete professores e três gestores de duas escolas de ensino médio da rede pública do Distrito Federal. A pesquisa possibilitou perceber um movimento de transição para um modelo sistêmico, no qual novas possibilidades para a discussão sobre o tema são desveladas. Não obstante, os resultados obtidos também servirão para responder: (l) Como se dão os processos de prevenção ao uso de drogas na escola? (2) Como se manifestam para os gestores e professores os sinais de uso de drogas? (3) Podemos identificar fatores internos e externos que potencializam a prevenção ao uso de drogas na escola? (4) Qual a visão dos gestores e professores sobre a sua efetiva participação em ações voltadas à prevenção ao uso de drogas na escola?

Palavras-chave: Escola, Prevenção, Drogas.

 

  1. JULIANA SANTOS GRACIANI, ANTÔNIO FERNANDO GOMES ALVES

 

INTERFACES ENTRE O PAPEL DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E SUAS INTERSECÇÕES COM A EDUCAÇÃO/PEDAGOGIA SOCIAL

O objetivo dessa pesquisa em fase de sistematização dos dados, foi refletir sobre as dimensões e amplitude da Extensão Universitária e suas interfaces com a Pedagogia/Educação Social. As indagações motivadoras foram: Quais as contribuições da Extensão Universitária para a transformação da realidade acadêmica e social e quais suas intersecções com os fundamentos da Pedagogia/Educação Social? A metodologia utilizada foi a qualitativa e de revisão bibliográfica frente a literatura disponível. Quanto aos resultados iniciais podemos destacar que existe uma atuação interna a comunidade acadêmica com foco nas ações complementares ao currículo e paralelamente está presente numa vertente mais social, envolvendo inciativas de parcerias com o poder público, entidades privadas, convênios com as políticas públicas, intervenções em projetos sociais, atuação frente aos direitos humanos e ao enfrentamento de suas violações, diante dos vários desafios urbanos e rurais. Diante da interconexão com a Pedagogia/Educação Social observamos que a Extensão Universitária ao interagir com a população excluída, as minorias e a invisibilidade, por meio de uma escuta, acolhimento, empoderamento e a arte do encontro, promove a vida, a possibilidade de uma ressignificação, favorece a criação de um novo olhar, contribuindo para a transformação das inter-

relacões de ambos os atores sociais envolvidos no processo: o sujeito protagonista buscador e a realidade existencial e social, corroborando para uma práxis acadêmica, humanística e colaborativa.

Palavras-chave: Extensão Universitária, Interfaces, Atuação, Educação Social e Pedagogia Social.

 

  1. KATILEN MACHADO VICENTE SQUARISI, INÊS MARIA MARQUES ZANFORLIN PIRES DE ALMEIDA

 

SUBJETIVIDADE, VULNERABILIDADE SOCIAL, PSICANÁLISE, MENINOS E MENINAS DE RUA

A pesquisa tem o propósito de compreender a dimensão do universo escolar na constituição da subjetividade de estudantes, em situação de rua, à luz da teoria psicanalítica. Procurando responder à questão: como se origina e se constitui a subjetividade dos pesquisados no enfrentamento da vulnerabilidade pessoal e social? Valer-se-á da metodologia qualitativa utilizando-se do dispositivo da memória educativa/histórias de vida, observação, entrevistas semiestruturadas, rodas de conversa e sociopsicodrama. O local será a Escola Meninos e Meninas do Parque em Brasília. Para abordar a questão social de histórias de vida a psicanálise se torna norteadora por teorizar sobre a constituição do sujeito na relação com o Outro. A escola representa uma relação simbólica na procura do afeto criando transferência marcada por processos conscientes e inconscientes. Nesse contexto, é essencial a formação dos professores e direção, sabendo que os imprevistos geram mal-estar, decepção e sentimento de impotência frente ao quadro enfrentado. Os professores são chamados a conviver com sujeitos em processos de transformações físicas, psíquicas e sociais de vulnerabilidade. Torna-se fundante a escuta do professor em seu ofício de educar fazendo parte de todo um contexto singular na constituição dos sujeitos pesquisados.

Palavras-chave: subjetividade, vulnerabilidade social, psicanálise, meninos e meninas de rua

 

 

  1. LEANDRO ALVES LOPES

 

A FORMAÇÃO DO EDUCADOR SOCIAL NO CAMPO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NA CIDADE DE SÃO PAULO: UM ESTUDO DE CASO NO CENTRO SOCIAL NOSSA SENHORA DO BOM PARTO.

O presente trabalho reflete como a formação do educador social contribui para o dinamismo da atuação sociopedagógica na dimensão comunitária, familiar e política. Para tal, a pesquisa se dá com profissionais do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, entidade sem fins lucrativos, fundada em 1946, referência nas políticas públicas da Assistência Social na cidade de São Paulo. O recorte foi feito com 160 educadores, que atuam em 19 Centros Educacionais Comunitário e que atende diariamente 2.700 crianças e adolescentes. A atuação do educador no campo da assistência social é um grande “caleidoscópio”, que a cada movimento apresenta múltiplos campos de ação, hora junto às crianças, adolescentes e suas famílias, arede de proteção, o território e os embates políticos. Tal complexidade da ação do educador necessita de um arcabouço teórico para ajudá-lo a problematizar e intervir neste cenário, dialogando assim, ação-formação-ação. Esse rico e diverso processo é onde situo minha reflexão, tendo como referência o convívio com tais profissionais há 12 anos e a corresponsabilidade com seu processo formativo, pautado na Pedagogia Social e no princípio da proteção integral da infância e juventude. A pesquisa tem como abordagem a etnografia, se dando por coleta de dados ao longo destes 12 anos de formação, o que permite a sistematização de narrativas das experiências, além de utilizar entrevistas transcritas e analisadas a luz das teorias que compões a Pedagogia Social, bem como o uso de tabulações das avaliações, registro das formações e observação em campo, que contribui para analisar dialeticamente a dinâmica da atuação em correlação com a formação. Os resultados preliminares indicam um desgaste da atuação do educador devido aos vários campos de ação. Além de revelar que parte da formação do educador se dá no “aprender fazendo”, o que nem sempre é claro ou conectado com a teoria, uma vez que o registro e a sistematização é um grande desafio.

Palavras-chave: Formação, Educador Social, Bom Parto, Assistência Social.

 

  1. LINDBERG MORAIS MORAIS

 

OS ECOS DO PENSAMENTO REFORMADO NA CONSTRUÇÃO DA EDUCAÇÃO COMO DIREITO

 

A influência da Reforma do Século XVI na democratização do Brasil. Uma abordagem da educação como direito enquanto instrumento de formação do cidadão brasileiro visando o desenvolvimento do ser humano no seu estágio natural de crescimento físico, intelectual, social e espiritual. Explora-se aspectos da formação que não se limita ao romantismo da educação libertadora, que não se propugna redentora, mas que reflita um compromisso com o homem todo, para toda vida em todo lugar. Busca-se compreender a educação como veículo que garantirá a conquista e a sustentação das condições elementares da democracia – direitos e deveres voltados para a realização do seu projeto de vida na terra, por meio de uma leitura anacrônica, do pensamento reformado na educação do Brasil ao aproximar os educadores João Calvino (1509-1564), importante pensador da “segunda reforma” e Anísio Teixeira (1900-1971), pioneiro da educação brasileira.

Palavras Chave: Educação, Direito, Reforma Século XVI, Democracia, Liberdade.

 

  1. LUCIANY OLIVEIRA FERRAZ, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO

 

A INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO DOS EGRESSOS DO PROGRAMA APRENDIZAGEM: PONTE OU ABISMO?

A pesquisa visa mapear quais os impactos na empregabilidade dos egressos do Programa Aprendizagem também conhecido como “Jovem Aprendiz”, ação de formação educacional para o trabalho aplicada por instituições de ensino vinculadas ao Ministério do Trabalho que visam apoiar as empresas na contratação e preparação dos jovens de 14 a 24 anos como regulamentação da lei do Aprendiz 10.097 de 19 de dezembro de 2000, criada com o objetivo favorecer o ingresso do jovem ao mercado de trabalho por meio de cotas e CBO’s (Classificação Brasileira de Ocupações), para as empresas públicas e privadas. Durante o programa, os jovens dividem a carga horária de trabalho com estudos na educação básica e formação do programa nas instituições de ensino com duração máxima de 24 meses. Na conclusão, os alunos recebem os certificados de participação e são desvinculados pois a Lei do Aprendiz 10.097, destina-se apenas a garantir de permanência durante o Programa, sendo assim, o egresso é lançado a própria sorte. Partindo do ponto de vista do egresso do Programa Aprendizagem, 100 jovens serão convidados para participar da entrevista online por meio de questionário e 20 jovens serão entrevistados após o mapeamento para esclarecimentos dos principais critérios de permanência no mercado de trabalho ou refinamento do desvio padrão. Serão convidado para a entrevista, os egressos dos Programas de Aprendizagem das entidades formadoras SENAC SP (Serviço Nacional de Aprendizagem) e CIEE SP (Centro de Integração Empresa Escola). O referencial teórico da pesquisa abrange a legislação brasileira, a estruturação das entidades formadoras, sociologia da juventude, pedagogia social, filosofia do trabalho, o processo histórico e social do jovem brasileiro, critérios mercadológicos de inserção ao mercado de trabalho com base em pesquisas do Mistério do Trabalho e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Compreender o processo educacional e social desse jovem é fundamental para as reflexões das ações de políticas públicas que promovem a educação para o trabalho em nosso país.

Palavras-chave: Empregabilidade, Jovem Aprendiz, Educação profissional, mercado de trabalho, Programa Aprendizagem.

 

  1. MÁRCIA BAZHUNI POMBO, MARGARETH MARTINS DE ARAÚJO

 

PEDAGOGIA SOCIAL NA GESTÃO PÚBLICA

De que maneira a Pedagogia Social (PS) se manifesta na gestão pública? Nas relações? Nas formações? Nos encontros com as escolas? Nos conselhos pedagógicos? Nos conselhos Escolares? Como a pedagogia da convivência pensada sob os conceitos do amor, do respeito, dos valores humanos atende ou pelo menos tenta atender as demandas dos profissionais da educação que se encontram nas escolas, e o que podemos dizer sobre as demandas dos conflitos que chegam a gestão, muitas das vezes com o pedido de socorro. O presente trabalho propõe uma análise dialógica reflexiva pautada na ação “suleada” pela PS com as crianças e adolescentes em vulnerabilidade social inseridos nas escolas municipais públicas de Niterói. O índice de repetência discente ao longo da vida escolar não é uma novidade. As idades dos alunos nem sempre são compatíveis com a série em que estão inseridos. As respostas que chegavam de colegas, equipe pedagógica e direção da escola geralmente responsabilizam os alunos por esse “fracasso” da repetição escolar. Na contramão dessa resposta existe a possibilidade de um “fazer” diferente, pautado na afetividade que tanto a Pedagogia Social quanto a Pedagogia da Convivência endossam. Do ponto de vista da Gestão Pública, as demandas das escolas, e a necessidade de se intensificar os diálogos com as mesmas só vem aumentando. Nesse contexto passamos a construir coletivamente os atendimentos em loco nas escolas, junto a diferentes atores tanto da Gestão Pública, quanto da Rede de Ensino Público de Niterói. As medições dos conflitos com as escolas surgiam entre alunos e alunos, professores e alunos, família e escola. Em suma, esse trabalho é o relato de experiência de 24 anos de trabalhos, que resultaram em muitos projetos de extensão documentados em um portfólio científico, de autoria coletiva.

Palavras-chave: Pedagogia Social, Gestão Pública, Pesquisa-Ação, Relato de Experiência.

 

 

  1. MARCIO BERNARDINO SIRINO

 

PEDAGOGIA SOCIAL FUNDAMENTANDO OS ESTUDOS DA CONCEPÇÃO CONTEMPORÂNEA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL

Este presente trabalho, recorte da pesquisa de Mestrado em Educação intitulada “TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE ANGRA DOS REIS (RJ): UMA COMPOSIÇÃO ENTRE O UNIVERSAL E O FOCAL?” (SIRINO, 2017) apresenta o campo, em construção, da Pedagogia Social como alicerce teórico para a concepção contemporânea de Educação Integral. Nesta pesquisa, foi utilizado, para a discussão sobre Pedagogia Social, teóricos como Souza Neto (2010), Caliman (2010), Gadotti (2009) e Canário (2008), dentre outros, assim como, para a discussão sobre Educação Integral foram inseridas contribuições de Cavaliere (2009), Coelho (2009), Guará (2006) e Moll (2012). Cabe evidenciar que a pesquisa – além de pesquisa bibliográfica, contou com análise documental com Iglesias e Gomes (2004); Pimentel (2001) e Raimundo (2006), entrevistas estruturadas, por meio de Lodi (1974) e Lakatos e Marconi (2003) e, ainda, análise de conteúdo (BARDIN, 2011; FRANCO, 2012) para potencializar as discussões que emergiram. No campo das discussões evidenciadas, neste recorte, faz-se necessário destacar que, por meio da ampliação da jornada escolar – para uma educação em tempo integral (de, no mínimo, 7h por dia), relacionam-se duas visões de educação integral, a saber: sócio-histórica e contemporânea – sendo esta última marcada pela articulação com outros espaços/territórios educativos, utilização de outros sujeitos no processo de ensino aprendizagem – que não professores – e, ainda, a inserção de uma atuação mais socioeducativa do que propriamente voltada para o repasse de conhecimentos que, historicamente, foram construídos e que denotam o papel social da escola, ao longo dos tempos. Nesta arena de disputas, vem-se percebendo um crescimento da perspectiva contemporânea bem como ausência de entendimento dos pressupostos que as embasa. Sendo assim, referente às considerações encontradas, ao longo do estudo, um achado que pontuamos, neste caminhar, se associa com a percepção de que reduzir a concepção contemporânea de educação integral a um mero “assistencialismo” seria uma visceral ignorância de nossa parte e, ainda, a socialização de “argumentos geralmente ingênuos e, no pior dos casos, cínicos” – como nos destaca Gentili (2012, p. 24) – partindo do pressuposto de que esta perspectiva possui seus próprios fundamentos que, por sua vez, sustentam sua construção. Pressupostos teórico-metodológicos estes que nos possibilitaram, inclusive, dialogar com os estudos realizados no campo da Pedagogia Social – por identificarmos seu potencial ‘crítico’ e ‘transformador’ da sociedade.

Palavras-chave: Educação em Tempo Integral, Educação Integral, Pedagogia Social.

 

 

  1. MARGARETH MARTINS DE ARAÚJO, PRISCILA TAMIASSO-MARTINHON

 

PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO SEM A IMPOSIÇÃO DA PEDAGOGIA DA DOMINAÇÃO

Esse trabalho SE propõe analisar a conjuntura política que afeta a Educação brasileira. Foram utilizados o estudo e a ação vivenciada no âmbito escolar e Universitário, sobre os temas como a Escola Sem Partido, a PEC 55 que determina o congelamento dos gastos públicos por vinte anos e a Medida Provisória 746, de 2016 (Reformulação do Ensino Médio). Assim a presente pesquisa apresenta o olhar de sujeitos integrantes do sistema educacional, Professora Universitária, Professora da Rede Municipal de Educação e Estudante da Graduação do curso de Pedagogia, na perspectiva de adentrar suas vivências pelo olhar de Educadoras Sociais. Os argumentos surgidos nos debates entre o grupo, com referenciais teóricos e a utilização desses documentos, são advindos da Pedagogia Social. Trata-se de relatos de experiências, com a natureza qualitativa, com a revisão bibliográfica e a contextualização do papel da Pedagogia Social nestas perspectivas políticas sobre a educação, da Educação Básica à Universidade. Todo o movimento vivido, durante o período de pesquisa, permitiu o aprofundamento do já sabido e ensinado por Paulo Freire: Quem ensina aprende ao ensinar. Quem aprende, ensina ao aprender. Foram dias de relativização de forças e de poder. Múltiplos foram os olhares, as posturas e reflexões capazes de permitir outra forma de pensar e fazer educação. Vimos professores envolvidos com os alunos que ensinavam e também vimos alunos que ao se auto organizarem, ensinavam aos professores. Muitos foram os enfrentamentos, porém o maior deles foi o de abrir mão das nossas certezas nos direcionando à certeza do outro, para que assim, mesmo que provisória sempre, avançássemos na busca de possíveis soluções. Oriundos de uma formação positivista que hierarquiza o conhecimento e classifica os que sabem e os que não sabem, nos vimos às voltas com a possibilidade de pensar diferente, auxiliados educandos que, como bússolas suleavam (termo tomado de empréstimo de Freire ao dizer que por morarmos na América do Sul, precisávamos sulear e não norteá-las), nossas ações.

Palavras-chave: Pedagogia Social, Educação, Políticas Públicas.

 

  1. MARIA APARECIDA PEREZ

 

OS CENTROS EDUCACIONAIS UNIFICADOS (CEU) NA CIDADE DE SÃO PAULO E SUA RELAÇÃO COM O TERRITÓRIO NA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA SOCIAL

O Centro Educacional Unificado – CEU – inaugurado no ano de 2003 na cidade de São Paulo objetivou não apenas ofertar novas escolas para atendimento da demanda como também um espaço de convivência comunitária. Inspirado na escola Parque de Anísio Teixeira e nos Centros Integrados de Educação Publica – CIEP’s – de Darcy Ribeiro e nas ideias de Paulo Freire, os CEU’s oferecem diversos espaços pedagógicos para apropriação da comunidade e de reurbanização local. A compreensão do território, do local onde se insere, foi de grande importância para que a população compreendesse o projeto. Um espaço de inclusão promotor da melhoria da qualidade de vida, da prática da cidadania entre outros.

Palavras-chave: Educação, pertencimento, território, qualidade social da educação

 

 

  1. MARIANA MATOS OLIVEIRA

 

A GESTÃO DE FLAMÍNIO FÁVERO COMO DIRETOR GERAL DO DEPARTAMENTO DE PRESÍDIOS DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 09/04/1943 À 03/04/1945 E SUA ATUAÇÃO COMO EDUCADOR SOCIAL

O presente artigo tem como objetivo discutir a gestão de Flamínio Fávero como Diretor Geral do Departamento de Presídios de São Paulo no período de 09/04/1943 à 03/04/1945 e sua atuação como educador social. Pretende-se analisar aqui que embora tenha sido debatido no Brasil fortemente somente com o advento da Constituição Federal de 1988 e posteriormente implementado através de Políticas Públicas, Fávero já praticava a chamada Educação Social em meados do século XX, atuando como um “intelectual orgânico” que influenciou sua geração e possuía a práxis de uma Educação Social voltada para o aspecto social e que acreditava que ao recluso caberia a junção do cumprimento de pena atrelado a educação e trabalho. Flamínio Fávero já enxergava o preso como um reeducando, capaz de ser levado a refletir sobre seus atos criminosos a partir da valorização humana, do trabalho, da educação e da religião, a exemplo facultando aos detentos a leitura de um jornal privativo, redigido e produzido na própria penitenciária e pela primeira vez no ambiente penitenciário a liberdade do detendo na prática de culto religioso. Cumpre ressaltar que o que se pretende esgrimir neste trabalho não é a falta de estrutura nos ambientes prisionais que impedem a atuação efetiva do educador, embora tal discussão também se faça por sua importante relevância, nem tão pouco da aplicação de pena ao crime praticado pelo preso ou sua periculosidade, mas tratar da aplicação de uma Educação Social voltada para este contexto social prisional, qual seja, o ambiente prisional e a importância desta educação para levar este reeducando a refletir sobre o delito praticado. O papel de Flamínio Fávero neste cenário é de um educador social que possibilita a busca da formação deste indivíduo para que possa ser capaz de viver e conviver em sociedade. A pesquisa será desenvolvida em duas frentes, ou seja, bibliográfica, com estudos de livros, artigos, teses e dissertações, dentre outros e documental, pois pretende-se pesquisar documentos institucionais, periódicos, jornais e publicações das diversas entidades com as quais Flamínio Fávero esteve relacionado.

Palavras-chave: educação social, reeducando, penitenciária

  1. MATHEUS HENRIQUE PINHEIRO RIBEIRO, ROSANA M. P. B. SCHWARTZ

 

PROJETO EDUCOM.RADIO: UMA PRÁTICA EDUCATIVA SOCIAL

O trabalho objetiva apresentar e identificar mudanças nas práticas pedagógicas das escolas municipais da cidade de São Paulo a partir da implantação do projeto Educom, que foi desenvolvido em parceria com a prefeitura e o Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicação e Artes da USP. Para isso foi realizada pesquisa de campo, análise e sistematização bibliográfica e metodológica. Entre os anos de 2001 e 2004, o projeto trabalhou com toda a rede municipal (455 escolas de ensino fundamental envolvendo mais de 11 mil pessoas, entre professores, funcionários, alunos e membros da comunidade do entorno).Para propiciar o resgate da oralidade do aluno e de sua autoestima, a linguagem radiofônica foi escolhida como fio condutor. Notou-se que ao decorrer dos anos, a violência estava aumentando demasiadamente aos redores e dentro das escolas públicas e algo deveria ser feito para combater, reduzir, ou mesmo, eliminar esse grande problema. Alunos, pais e membros da comunidade eram convidados a comparecerem aos sábados em escolas pré-selecionadas, para aprenderem mais sobre o rádio como meio de comunicação, a operarem esses equipamentos, criarem e produzirem programas, assistirem a variadas palestras etc. A meta final era a de construir em cada escola um ambiente aberto e solidário de relações, denominado pelo NCE/USP como “ecossistema comunicativo” democrático e participativo. O rádio foi escolhido por seu potencial em valorizar o principal e mais importante instrumento de comunicação dos sujeitos envolvidos na construção deste ecossistema: a voz de cada membro da comunidade. O sucesso foi tão grande que a partir desse projeto, em 2005, foi criada a Lei Educom e instituído como atividade oficial das escolas do município. Educomunicação ou Educom, como se entende pelo nome, é o encontro da educação com a comunicação, multimídia, colaborativa e interdisciplinar, onde se vê a oportunidade de proporcionar metodologias educativas para grupos com necessidades específicas, buscando a superação de conflitos sociais, prevenção de situações de risco e de vulnerabilidade social.

Palavras-chave: educomunicação, rádio, escola, prefeitura,

 

  1. MÔNICA COELHO

 

DO BONÉ E SKATE À RIMA E GRAFITE

O processo de colonização se mantêm através do conceito de colonialidade, processo que se utiliza dos mecanismos de reprodução da cultura hegemônica para manter o atual sistema sociopolítico cultural, através da marginalização de outras culturas existentes na sociedade. A professora tem como objetivo apresentar possíveis práticas emancipatórias oriundas de observações feitas durante as aulas, nas quais apareceram outros saberes, culturas e formas de organizações dos jovens excluídos do sistema, os rotulados de "os que não querem nada", os reprovados, os tutelados, os marginalizados. Um projeto voltado para a descoberta, à observação, à provocação, à reflexão e à compreensão com todos os sujeitos envolvidos. O aluno adentra na escola com saberes e culturas próprias, os quais são descartados pela maioria dos docentes, por julgarem como um saber que não qualifica o mesmo para sua formação. Ao contrário, este conhecimento, seu capital cultural, deveria ser reconhecido e somado ao conhecimento acadêmico, transformando em um conhecimento que ajuda a emancipar o jovem presente na escola. Realizar uma abertura ao diálogo de forma que este jovem descubra, que com o conhecimento acadêmico, imposto pela cultura hegemônica, dentro de um processo colonizador, é possível haver outras possibilidades e perspectivas para a formação que ele deseja. A professora por traduzir o sentido do outro, se intitula em sua pesquisa de mestrado e nas redes sociais como Professora Marginal, aproximando o aluno, provocando à reflexão e através da afetividade, conseguindo a abertura em compreender melhor com seus alunos nas aulas. Valorizando e potencializando, dessa maneira, asvárias culturas corporais presentes na escola. A criatividade e a arte dentro das aulas de educação física é, um ato ousado, contribuindo ao jovem com sua cultura marginalizada, a construir uma consciência crítica, à sua emancipação e à libertação do ser e do sistema. A professora com os alunos, introduziu vertentes da cultura marginal: skate, boné, grafite e a batalha de rimas. Na hipótese deque o jovem perceberá que mesmo diante de atitudes de exclusão que vivencia dentro do sistema educacional brasileiro, a escola pública ainda é um lugar possível de diálogo entre culturas e saberes que contribuirão para a construção do seu ser. Esse ser que poderá ajudar ao seu grupo sociopolítico cultural, através dos movimentos culturais.

Palavras-chave: Colonialidade, Educação Reprodutora, Capital Cultural, Cultura Marginal, Professora Marginal.

 

 

  1. NEIDE APARECIDA RIBEIRO

 

ENFRENTAMENTO DO CYBERBULLYING NAS ESCOLAS INSPIRADO PELOS PRINCÍPIOS E METODOLOGIAS DA PEDAGOGIA SOCIAL

O artigo visa compreender as dimensões da violência virtual no fenômeno do cyberbullying, tema de tese em andamento, no Doutorado em Educação no programa de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília. Entre os problemas pesquisados, verifica-se o papel do professor na lida diária com estudantes que sofrem e/ou praticam a violência virtual nas escolas de Palmas/TO, em mensagens ofensivas de texto, vídeos e áudios. Essa questão tem previsão na Lei n. 13.185/2015, em vigor no Brasil desde junho de 2016, e exige entre outros objetivos, a capacitação dos docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do bullying e cyberbullying (BRASIL, 2015). A perspectiva teórica baseia-se no interacionismo simbólico e no funcionalismo, em que autores como Becker (2008), na obra “Outsiders” e Goffman (2013), em “Estigma”, foram utilizados na análise dos dados gerados. A metodologia foi lastreada na pesquisa qualitativa, o que permitiu a flexibilização das técnicas de entrada em campo como por exemplo, a aplicação de entrevistas, observação indireta e análise documental (DEMO, 2011). Como método auxiliar, fez-se uso da pesquisa exploratória para elucidar os conceitos e fenômenos complexos e pesquisáveis como o cyberbullying (HERNÁNDEZ SAMPIERI; FERNÁNDEZ COLLADO; BAPTISTA LUCIO, 2013). Os documentos da pesquisa

foram submetidos à Plataforma Brasil, em 07/04/2017, tendo sido emitido Certificado para Apresentação de Apreciação Ética (CAAE) n°. 69064317.0.0000.0029, aprovado em 17 de julho de 2017 pelo Comitê de Ética (CE) da UCB, parecer n°. 2.175.797. Resultados preliminares apontam que as escolas não têm conhecimento dos programas legais de combate à intimidação sistemática efetuada por meio de violências virtuais. Por outro lado, percebe-se a importância de um professor engajado em sala de aula, comprometido com o ensino-aprendizagem, mas, sobretudo, envolvido na construção de uma cultura de paz, através da utilização de metodologias e princípios inspirados pela Pedagogia Social.

Palavras-chave: Cyberbullying, Violência virtual, Pedagogia Social.

 

  1. PATRICIA FLAVIA MOTA

 

A GESTÃO DEMOCRÁTICA E AS PRÁTICAS SOCIOEDUCATIVAS COMO POSSIBILIDADES DE AMPLIAÇÃO DA JORNADA ESCOLAR E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

O presente trabalho se debruça sobre as práticas socioeducativas desenvolvidas em um Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) no município de Duque de Caxias, que mostram evidências deque já se fazia Educação Social naquele contexto. Tais práticas foram possibilitadas por um movimento de Gestão Democrática que dialoga com a meta 19 do Plano Nacional de Educação. Neste sentido, buscamos entender como a Gestão e a participação da comunidade escolar possibilitaram a manutenção de práticas socioeducativas com parcerias de ongs e educadores sociais, com o objetivo de ampliar a jornada dos estudantes de forma significativa em espaços escolares e não-escolares. Os CIEPs foram criados pelo Programa Especial de Educação e tinham como objetivo oferecer a formação em horário integral para as crianças e adolescentes do estado do Rio de Janeiro. Muitas atividades inovadoras para a época foram dinamizadas pelo programa e dois profissionais ganham destaque neste estudo: os animadores culturais e os pais sociais, que apresentam perfis semelhantes àqueles trazidos por Jacyara Paiva (2015) Maria Stela Graciani (2014, quando abordam afigura do educador social. As referências utilizadas também contemplam um estudo sobre a Gestão Democrática (BERNADO, ), a participação (BORDENAVE, 1994) , sobre o tempo integral(COELHO, 2009 ) que aconteceu nos CIEPs (RIBEIRO, 1986) e sobre as práticas socioeducativas e políticas sociais estudadas pela Pedagogia Social (SOUZA NETO, 2014 ) que contribuem para a formação dos sujeitos, para a mediação dos conflitos, emancipação e possibilidade de transformação social. Foram utilizados questionários e entrevistas que nos possibilitaram perceber como a comunidade desejou e lutou para que estas atividades acontecessem e como os estudantes apreciam o trabalho desenvolvido, neste movimento de resistência da escola e da comunidade em busca demais oportunidades socioeducativas para o contexto.

Palavras-chave: Pedagogia Social; Educador Social; Práticas Socioeducativas; Tempo Integral; Gestão democrática

 

 

  1. PAULO ROBERTO CORRÊA LEÃO, GERALDO CALIMAN

 

CONSTRUINDO SUBSÍDIOS PARA PROMOÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO APORTE DAS INTERAÇÕES E MUDANÇAS SUSTENTÁVEIS NOS PROCESSOS SOCIAIS E EDUCACIONAIS DOS JOVENS

Este trabalho é um recorte da qualificação de doutorado em Educação, vinculado à linha de pesquisa Educação, Juventude e Sociedade, que tem como objeto de investigação, entre outros, a dimensão socioeducativa e a sociabilidade experimentada pela juventude através dos ambientes virtuais, atualmente denominado de Ciberespaço. A quantidade e a qualidade das relações entre as pessoas que seu utilizam das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) tem alcançado níveis até então nunca atingidos. Constata-se que poucas são as instituições educacionais, professores/educadores que preconizam iniciativas sistêmicas e prospectivas visando a educação social dos jovens, de maneira a estimular a aprendizagem através da interatividade proporcionada pelas tecnologias e seu emprego nos processos educacionais e sociais. Neste sentido, o quadro teórico fundamentado em autores clássicos e contemporâneos, como: André Lemos, Bauman, Caliman, Castells, Comte, Marx, Demo, Durkheim, Freire, Giddens, Gil, Husserl, Lévy, Maffesoli, Moran, Morin, Orzechowski, Sampieri, Santos, Simmel, Souza Neto, Teixeira e Weber, investiga os conceitos de sociabilidade, assim como os processos educativos que podem ser por eles viabilizados. Por estas percepções aborda-se o seguinte problema: pode-se conferir às TICs o status de ser um dos pilares aptos a fomentar os processos sociais e educacionais dos jovens que estão frequentando tanto ambientes escolares formais como os informais e de serem elas promotoras de mudanças sustentáveis nas práticas de ensino e aprendizagem na educação? O objetivo do estudo é analisar o emprego destas tecnologias como aporte das interações e mudanças sustentáveis nos processos socioeducativos dos jovens, e para a ofertar de subsídios metodológicos capazes de fomentar a pesquisa e a discussão. Metodologicamente, este trabalho está fundamentado numa aproximação empírica com abordagem fenomenológica e dedutiva, com procedimentos etnográficos, etnográficos e pesquisa quali-quantitativa, o público alvo abrange os jovens, professores e educadores de instituições formais(Universidades) e não formais (Instituição de acolhimento de jovens). Para a coleta e análise de dados das pesquisas documental e de campo serão utilizados instrumentos como questionários e grupo focal. O resultado das análises da relação dinâmica e intrínseca das TICs com os processos sociais/educacionais servirá para: a) subsidiar a implantação de tecnologias como pilares aos projetos/processos pedagógicos e educacionais; b) sugerir pressupostos teórico/conceitual à construção de diretrizes e políticas sociais; e c) ser agente de mudanças sustentáveis nas práticas de aprendizagem e socialização dos jovens.

Palavras-chave: Sociabilidade, Socialização, Pedagogia, educação social, TICs

 

  1. PENHA DA GLÓRIA DOS SANTOS, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO

 

O TESTEMUNHO RELIGIOSO NA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO SOCIAL

Este artigo é parte de minha dissertação de Mestrado e discorre sobre o testemunho religioso na prática de educação social, trazendo a experiência de algumas religiosas da Ordem da Companhia de Maria Nossa Senhora -ODN, que há quatro séculos se dedica a Educação. Na América Latina a colonização por si só, já foi sinônimo de desigualdade, já que através da força das armas dos colonizadores a população nativa foi subjugada, A Igreja católica fez parte constitutiva deste projeto, mas possibilitou que dentro de seus quadros surgissem pessoas capazes de desconstruir o discurso hegemônico, entre estes, podemos citar o frei dominicano Bartolomeu de Las Casas (1474-1566) que segundo Dussel, é a base da matriz para uma educação comunitária, popular ou libertária para a América Latina. No processo de evangelização do continente os religiosos construíram igrejas, escolas, Santas Casas e outras obras de caridade, sempre relacionado ao Carisma de cada Ordem. Influenciadas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), os religiosos saem dos grandes conventos e se aproximam do mundo dos pobres. Na América Latina, os Concílios de Medellín (1968) e Puebla(1979), dão um novo direcionamento em sua proposta evangelizadora, assumindo a opção preferencial pelos pobres. Este compromisso da Igreja Latino Americana, vai provocar um descontentamento das forças hegemônicas locais, já que os religiosos vão para o meio do povo simples com uma proposta de superação dos abismos sociais. Através das CEB’s, baseados no método Ver, Julgar e Agir, o povo toma consciência de seus direitos, e entende que a desigualdade social não é vontade de Deus, mas dos homens. Objetivo: Verificar as práticas de educação social desenvolvidas por Ordens religiosas em espaços de exclusão social. Problema: Como as Ordens religiosas desenvolvem seu testemunho religioso em meios populares. Fundamentação teórica e metodológica: Paulo Freire, Enrique Dussel e Martín-Baró. Metodologia de pesquisa: Levantamento bibliográfico, método hagiográfico e análise de entrevistas. Discussão dos Resultados, ainda que preliminares: As ordens religiosas, respondem ao Carisma fundacional, desenvolvendo ações sociais nos espaços de exclusão.

Palavras-chave: educação social, exclusão, desigualdade, abismos sociais, superação

 

  1. PRISCILA DE LIMA ALONSO

 

A MODERNIDADE E A PRÁXIS DA EDUCAÇÃO SOCIAL – UM LUGAR CHAMADO MISSÃO PAZ

Este trabalho pretende estabelecer uma relação entre a modernidade e o fenômeno das migrações contemporâneas. Mais do que isso, pretende elucidar sobre maneiras responsáveis de agir para integrar e transformar a realidade dos sujeitos que atravessam fronteiras em busca da sobrevivência. Busca mostrar a educação social como forma de viabilizar a convivência humana de imigrantes em situação de fragilização, de marginalização, de conflito e promover a emancipação de tais sujeitos. Pretende apresentar a Missão Paz, situada na cidade de São Paulo, não apenas como uma instituição que acolhe e atende imigrantes, mas como um lugar onde a educação social é praticada através da mediação e da cultura dos direitos humanos, visando a compreensão da realidade dos imigrantes, a melhoria da qualidade de vida, a inserção e transformação social de tais sujeitos bem como o desenvolvimento de suas potencialidades. Para o alcance de tais objetivos foi realizada análise e sistematização bibliográfica e metodológica (que envolve autores como Moacir Gadotti, João Clemente de Souza Neto, Gilberto Dupas, Nicolau Sevcenko entre outros), visitas à Missão Paz, conversas com funcionários da instituição e entrevistas baseadas na metodologia da História Oral. É elemento central deste trabalho configurar a educação social como uma prática responsável e promotora da vida para os imigrantes (e para os que com eles convivem e trabalham), como elemento fundamental para integrar e transformar a realidade de tais sujeitos, frutos desse novo paradigma moderno. Como resultado da pesquisa, apresentaremos as formas pelas quais a Missão Paz atua através da mediação e da práxis educadora social presente na Casa do Migrante, no Centro Pastoral e de Mediação dos Migrantes; as formas como sua atuação transpõe os muros da instituição e alcança os múltiplos espaços onde os imigrantes estão, procurando erradicar práticas discriminatórias, anular ameaças de ordem física, moral e psicológica contra oser humano, reduzir a desigualdade social, criar a possibilidade para que cada pessoa desfrute de um padrão de bem-estar-social, garantir o acesso à educação e saúde, à cultura, à moradia e ao trabalho, à vida em comunidade dos imigrantes e refugiados.

Palavras-chave: Modernidade; imigração; mediação; Missão Paz; transformação..

 

  1. RAFAEL DA SILVA MUNIZ, RENATA SIEIRO FERNANDES

 

OS PROCESSOS EDUCATIVOS NOS GRUPOS DE AJUDA MÚTUA DE PESSOAS COM TRANSTORNOS DE ANSIEDADE.

O primeiro grupo de ajuda mútua (GAM) no Brasil foi o Alcoólicos Anônimos. Desde então, outros grupos têm se formado em outras áreas como: dependência química, jogadores compulsivos, portadores de transtornos de ansiedade (TA), entre outros. Autores têm se debruçado nesses grupos, porém a maioria é voltada para dependentes de álcool/drogas. Os GAM possuem diversas características em comum, uma delas é a troca de experiência, que é considerada uma intervenção educativa não escolar. Esse trabalho tem o objetivo de identificar e analisar as práticas educativas sociais e comunitárias nos GAMs para pessoas com TA e os aspectos das aprendizagens pessoais/coletiva. Utilizou-se como metodologia de pesquisa a qualitativa, bibliográfica e participante, utilizando questionário e entrevistas (aprovados no comitê de ética. Os resultados preliminares apresentaram que 80,9% dos participantes se identificam com o gênero feminino, com idade entre 26 e 46 anos, solteiras (47,1%) e moram no Sudeste. Responderam que aprenderam ao participar de um grupo (88,2%) e consideram que o aprendizado ocorreu na troca de experiências (94,12%). A fundamentação teórica e metodológica é baseada em diversos autores, entre eles: Alípio Sánchez Vidal, Carlos Rodrigues Brandão, Antônio Joaquim Severino, MoacirGadotti, Paulo de Tarso Gomes, Renata Sieiro Fernandes e Maria Gohm Antonio Carlos Gil e Lüdke.

Palavras-chave: grupos; ajuda mútua; ansiedade; partilhar

 

  1. RITA DE CÁSSIA DA SILVA OLIVEIRA, PAOLA ANDRESSA SCORTEGAGNA

 

PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO: O ESPAÇO DAS UNIVERSIDADES ABERTAS PARA A TERCEIRA IDADE

Nas últimas décadas se acentua o envelhecimento da população, considerado um dos grandes desafios atuais. Surge a necessidade de políticas públicas e ações que voltem a atenção para as demandas dos idosos, para a melhoria das condições de vida, garantia dos direitos e do empoderamento mediante a educação fundamentada na Pedagogia Social. Este artigo objetiva refletir sobre a inserção do idoso em espaços educacionais (Universidades Abertas), que privilegiam a Pedagogia Social como meio de educação não formal e educação permanente, para possibilitar o empoderamento desta faixa etária; identificar o perfil e as mudanças na vida dos idosos alunos da UATI/UEPG, enquanto práticas na Pedagogia Social. Realizou-se uma pesquisa documental, com abordagem qualitativa, uma revisão bibliográfica, fundamentada nos autores: Beauvoir (1990), Both (2003), Furter (1976), Moody (2008), Oakley e Clayton (2003) e Oliveira (1999). Foi realizada uma pesquisa de campo com a aplicação de questionário para 30 idosos da UATI/UEPG. O resultado mostra que a educação para o idoso deve oportunizar a inserção social, reconhecimento de papéis sociais, atualização deconhecimentoS, valorização e elevação da autoestima, melhoria da qualidade de vida, dignidade e cidadania.

Palavras-chave: Pedagogia Social, Educação não formal, idoso, políticas públicas, Universidade Aberta.

 

  1. ROBSON MONTEGOMERI RIBEIRO LUSTOZA

 

JUVENTUDE E EDUCAÇÃO SOCIOPOLÍTICA: PERSPECTIVAS NO AMBIENTE UNIVERSITÁRIO

A juventude tem mostrado novas formas de discussão e participação na vida política que vai além das fronteiras do acesso à escolarização ou mesmo à informação divulgada nos meios de comunicação. A participação juvenil em atividades políticas, em ações comunitárias locais, sua inserção nas questões das políticas públicas e partidárias, apresenta-se como forma de inclusão do jovem nas questões sociopolíticas. Podem também contribuir para a mudança do corroído sistema político vigente. Há um universo particular de pensar e discutir política no meio juvenil e isso tem interessado a diferentes atores sociais, de pesquisadores a políticos de profissão. O cenário escolhido para esta discussão é o ambiente universitário. As Universidades constituem um local privilegiado de atuação de políticas públicas de inclusão, dada a função social que desempenha. Este trabalho faz parte de uma tese de doutorado em andamento, uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório eque tem como objetivo analisar de que forma a inclusão sociopolítica de estudantes universitários é promovida pela Instituição de Ensino Superior à qual pertencem e como essa inclusão é compreendida por esses estudantes. O problema se inscreve na questão: Quais os motivos que mobilizam os jovens estudantes a se engajarem na vida sociopolítica que vão além dos mecanismos já instituídos de pressão e reivindicação em picos das crises sociais? O referencial teórico contará com contribuições de autores como: Bobbio (1998, 2004); Bordieu (1993), Sousa Santos (2013), Dalari (2002), Freire (1997, 2001), Castro (2018), Brenner (2018), Tsekoura (2016), Gomes (2015), Bardin (2011), assim como as legislações e políticas educacionais pertinentes. A metodologia a ser utilizada foi o estudo de casos múltiplos que utiliza para a geração de dados o grupo focal. Também utiliza a análise de conteúdo com base nos pressupostos metodológicos de Bardin. Como resultados, espera-se que os participantes apontem as formas e as motivações que os impelem a participar em atividades de incidência política em seus contextos sociais, assim como seus engajamentos nas atividades políticas partidárias e também em atividades sociocomunitárias.

Palavras-chave: Juventude; Universidade, Política, Inclusão, Engajamento Sociopolítico.

 

  1. SELMA MARQUETTE MOLINA, JOÃO CLEMENTE DE SOUZA NETO

 

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM UM SERVIÇO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO: O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO BASE DO TRABALHO SOCIOEDUCATIVO

Esse resumo tem como base o projeto de pesquisa “A prática pedagógica em um serviço de medidas socioeducativas em meio aberto: o desenvolvimento do projeto político pedagógico como base do trabalho socioeducativo”. A intenção central da pesquisa é relatar e analisar a construção e a implantação do projeto político pedagógico (PPP) em um Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto (SMSE/MA) da cidade de São Paulo. Especificamente: 1) Entender a função do aspecto pedagógico no SMSE/MA; 2) Verificar se a elaboração do PPP pode auxiliar na efetivação das ações pedagógicas nos SMSE/MA e; 3) Traçar indicadores para apoiar a construção de PPPs no âmbito do SMSE/MA. O referencial teórico utilizado se apoiará, inicialmente, na legislação federal, estadual (SP), municipal (SP) e, em teóricos que discutem os conceitos de pedagogia, projeto político pedagógico, pedagogia social e suas práticas, como Libâneo, llma Passos, Caliman e P. Freire. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem diagnóstica, do tipo exploratória que será desenvolvida no formato de estudo de caso. Os dados da pesquisa serão coletados de duas formas: a) documentos – atas de reuniões, estudos de caso, supervisão institucional e avaliações realizadas pelos adolescentes/jovens atendidos no SMSE/MA e; b) entrevista semiestruturada com seis profissionais do SMSE/MA. Para organização e análise dos dados será utilizado o método de núcleos de significação. A pesquisa, inicialmente, expressa resultados no sentido de que o projeto político pedagógico favorece a práxis dos educadores, por sua organicidade e por se relacionar com o cotidiano por eles vivenciado.

Palavras-chave: medida socioeducativa em meio aberto, pedagogia social, pedagogia, projeto político pedagógico

 

  1. SHEILA PERINA DE SOUZA, JOÃO BOA VENTURA IMA PANZO

 

PARTICIPAÇÃO DO GRADUANDO EM AÇÕES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA ESPB/ANGOLA: AVALIAÇÃO DO IMPACTO TRANSFORMACIONAL

Esta pesquisa trata da extensão universitária em Angola. Olhando para a história do ensino superior, até 2009, Angola que tinha apenas uma universidade pública, por força do Decreto 5/09, viu este número aumentar para sete, com a criação de seis novas universidades públicas de carácter regional. Focalizaremos as atividades de extensão que têm sido desenvolvidas pela Escola Superior Pedagógica do Bengo (ESPB), sita na I região acadêmica. Apesar do reconhecimento do papel da extensão no que tange a responsabilidade social, autores como De Paula (2009) e Panzo (2018) têm trabalhado com a ideia de que das três dimensões constitutivas da universidade (ensino, pesquisa e extensão), a última não tem sido adequadamente compreendida, assimilada e analisada pelas universidades. E, consequentemente, poucos estudos dedicam-se à análise sistematizada dos impactos transformacionais decorrentes da imersão do graduando na ação de extensão. Para tal, questionamo-nos sobre o contributo da ação de extensão ao perfil de saída estabelecido para os graduados formados pela ESPB. Apoiando-nos no ciclo gnosológico de Paulo Freire (1996) em busca de uma extensão universitária que complete o ciclo gnosológico (Panzo, 2018), em que na universidade, professores, alunos em interação dialógica com a comunidade, tomam consciência do conhecimento existente, transformam-no e produzem novos conhecimento. A pesquisa foi realizada com estudantes pertencentes a três projetos de extensão da ESPB. 1) projeto supere-se para crescer, e fazer crescer. 2) Uma visão da Alfabetização, Sim, posso. 3) Orientação às Famílias de Crianças com Necessidades Educativas Especiais. Realizamos entrevistas e aplicamos questionários abertos a esses alunos, optamos por entrevista semiestruturadas. De modo geral, da análise dos instrumentos aplicados, os resultados evidenciaram a existência de um grande contributo da ação de extensão ao perfil de saída estabelecido para o formado da ESPB. Observa-se que os graduandos da ESPB, professores em formação, tem se tornado mais aptos para os requerimentos sociais, conscientes da realidade em que vivem e dispostos a interferirem nessa realidade. Consideramos que uma pedagogia social de base freiriana possibilitará extensão universitária que complete o ciclo gnosiológico.

Palavras-chave: extensão universitária, participação, ação de extensão,

 

  1. SILVANA BARBOSA DE OLIVEIRA

 

A FORMAÇÃO DO PEDAGOGO PARA ATUAR NO SISTEMA PENITENCIÁRIO

A discussão sobre a educação prisional vem evoluindo no campo educacional e se modificando, bem como, agregando novos conceitos com a contribuição da Pedagogia Social. O texto apresenta um recorte da tese de doutorado sobre a formação dos pedagogos que atuam no sistema penitenciário do estado do Paraná. Tem como objetivo geral analisar e sistematizar, a partir da prática pedagógica desenvolvida pelos pedagogos que atuam em unidades penais, indicadores para a sua formação. E, como objetivos decorrentes: identificar o perfil dos pedagogos das Unidades Penais, por meio de sua formação acadêmica e experiência profissional. Para tanto, o estudo desenvolveu-se numa abordagem qualitativa de pesquisa, apoiado no eixo epistemológico da teoria como expressão da prática (Martins 2009).Tomando como objeto de estudo a formação do pedagogo para o sistema prisional, orientou-se pelo seguinte problema: Como e onde se dá a formação do pedagogo que atua nas unidades penais. De acordo com a natureza interpretativa do estudo, os instrumentos de coleta de dados constituíram-se de: Referencial Bibliográfico, Questionário Semiestruturado e Entrevista Episódica. O campo de investigação foi o sistema penitenciário paranaense e envolveu trinta e seis pedagogos dos regimes fechado, semiaberto e aberto. No que tange ao referencial teórico que fundamenta esta pesquisa reúne os seguintes autores: Brzezinski (1996); Garcia (2013); Gentili (1995); Julião (2012, 2014); Libâneo (2004); Martins (2009); Nóvoa (2014); Pimenta (2006); Romanowiski(2014); Saviani (2008, 2009), Silva (2003); Thompson (1981) e Vásquez (2007); dentre outros. O estudo possibilitou a sistematização de indicadores da formação do pedagogo para o sistema prisional, quais sejam: - a formação do pedagogo para esses espaços se dá na e pela prática; - o pedagogo na sua formação toma como referência a sua experiência e afirma a teoria como expressão da prática, esta experiência vivenciada anteriormente nos espaços escolares, na coordenação e/ou gestão; -conhecer o contexto prisional e seus problemas, as contradições a ele inerente para atender as especificidades do sistema; - a formação permanente direcionada, articulada com os demais profissionais que atuam nas unidades penais; -a formação de caráter político no sentido de assumir a condição de defensor dos direitos humanos em sua prática e na defesa do direito à educação.

Palavras-chave: Pedagogo, Educação, Educação Prisional, Direitos Humanos

  1. SIMONE MARTININGUI ONZI

 

GESTÃO PEDAGÓGICA PARTICIPATIVA EM ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO NÃO ESCOLAR

Este artigo é resultado de uma pesquisa que objetiva investigar a possibilidade de, por meio de uma gestão pedagógica participativa, articular a construção de práticas pedagógicas significativas em um espaço de educação não escolar, que traduzam a visão coletiva das partes interessadas. A fundamentação teórica que embasou esse trabalho foi constituída pelos escritos de autores que abordam as temáticas da educação não escolar e a importância de uma gestão participativa como meio de inserção de práticas pedagógicas significativas nesses espaços (FREIRE, 1985, 2000; BAPTISTA, 2008; GOHN, 2010, 2011; LÜCK, 2011, 2012; LIBANEO, 1996 e 1998; SEVERO, 2005; TRILLA, 1985). A metodologia utilizada caracterizou-se por uma abordagem qualitativa no que tange à construção coletiva de práticas pedagógicas significativas para o espaço de educação não escolar em que se realiza o Programa Recriar – campo empírico deste estudo. Logo, para sua condução, adotou-se o método da pesquisa ação, pois oferece as condições necessárias para uma construção coletiva. Participaram do estudo os sujeitos que representam as pessoas que valorizam o Recriar e de alguma forma o influenciam e que se reuniram em doze encontros para dialogar participativamente da construção de um novo projeto pedagógico para o Recriar. Assim, na coleta de dados, foram utilizadas duas abordagens: a observação participante e os diários de campo. Na análise de conteúdo, desvelaram-se algumas descobertas: uma delas, refere-se a participação (e aos silêncios) dos sujeitos da pesquisa e de que forma esse participação contribuiu para a significação na construção de práticas pedagógicas para o Recriar. Outra descoberta refere-se ao delineamento do projeto pedagógico social a que se destinará ao programa, bem como o trabalho de implementação e intervenção que segue após o término desse estudo. Por fim, como resultado, o estudo indicou que é possível pensar, de forma coletiva, práticas pedagógicas significativas para o Programa Recriar, configurando objetivos, intencionalidades e modos de ação que busquem promover a formação integral do ser humano, uma das finalidades da educação não escolar.

Palavras-chave: gestão pedagógica participativa em espaços de educação não escolar

 

  1. SOLUANNY HUNHEVICZ BARBOSA

 

CIDADES QUE EDUCAM? REFLEXÕES SOBRE A CIDADE E EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA

O presente trabalho discorre sobre as possíveis relações entre cidade e educação, buscando contribuir para a reflexão sobre o tema a partir do campo do Planejamento urbano. Para tanto, faz-se uma análise dos projetos levados a cabo por municípios latino-americanos filiados à Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE), com vistas a qualificar as experiências desenvolvidas em escala local. Parte-se da conceituação proposta por Trilla Bernet (1990; 1997; 2005) que considera três dimensões da relação cidade-educação: (i) aprender na cidade – contexto; (ii) aprender da cidade – agente; (iii) aprender a cidade – conteúdo. A primeira dimensão refere-se ao conjunto de espaços que podem ser reconhecidos no mapa educativo de determinada cidade, onde ocorrem atividades de educação formal, informal, não formal e vivências cotidianas dos sujeitos. Trata-se da cidade como contexto para a educação. A segunda dimensão considera a cidade como um agente educativo, com potencial para ensinar em virtude da diversidade de relações que se dão entre as pessoas e o ambiente (urbano). Por fim, a terceira dimensão reconhece a necessidade de aprender a utilizar os recursos que a cidade oferece, conhecê-la além da imagem que apresenta, entender seus processos conformadores – reconhecendo a cidade como conteúdo formativo. Neste sentido, as contribuições do Planejamento urbano são relevantes na medida em que os cidadãos participam das decisões sobre o futuro da cidade. Propõe-se classificar as experiências catalogadas pela AICE em três grupos, de acordo com as dimensões propostas por Trilla Bernet, de modo a compreender como cada cidade-membro da Associação interpreta a proposta, através das políticas, programas e projetos adotados. Os resultados preliminares apontam para uma replicação de iniciativas no território, fortalecendo a dimensão “contexto”, embora haja experiências relevantes na dimensão “conteúdo”, ainda que em menor número. No entanto, a compreensão da dimensão “agente” ainda é limitada por parte dos gestores na concepção das propostas locais de “cidade educadora”.

Palavras-chave: Cidade educadora, contexto, agente, conteúdo.

  1. TAINARA NAVAS

NARRATIVAS DE MEMÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

 

A pesquisa se realiza em uma turma de Educação Infantil de um colégio universitário, em um grupo de crianças de multi-idade. Pretendendo compreender como as narrativas de memória das crianças de Educação Infantil podem mobilizar uma prática pedagógica baseada na teoria da Pedagogia Social, influenciando na construção do conhecimento a partir das vivências infantis. A questão principal é: Como as narrativas de memória das crianças podem influenciar nas práticas pedagógicas? Entendendo que a relevância da pesquisa está no pensar a memória infantil como mobilizadoras do seu processo de aprendizagem. Os autores que embasarão o desenvolvimento são Edgar Morin e o pensamento complexo, Nilda Alves com as questões sobre as narrativas, Vygotsky e o pensar a Educação Infantil, Adriana Matta ao pensar a multi-idade e Roberto Silva trazendo a Pedagogia Social. A metodologia que nos parece ser a mais adequada para a pesquisa é pensar nas Narrativas segundo Nilda Alves:[...] ouvir uma narrativa [...] traz a cada um que ouve, dentro das redes de conhecimento e significados a que pertence, a possibilidade de "ver", "sentir", "entender", e "ouvir" coisas muito diferentes. A questão é saber se isto significa, apenas, as dificuldades de uso desses recursos ou indica a ampliação de possibilidades na análise de uma dada situação, exigindo que incorporemos, necessariamente, a complexidade e a potencialidade que cada acontecimento traz em si. Os que trabalham com as pesquisas nos/dos/com os cotidianos tendem a adotar essa segunda posição. (ALVES, 2005. apud FERRAÇO, 2008. p.31). Estamos captando essas narrativas em alguns momentos específicos, nos momentos de roda e com a caixa de memória do grupo que a pesquisa será realizada. E assim observando como essas narrativas captadas estão influenciando em uma prática pedagógica que leva em conta o convívio social da criança dentro e fora da escola. Segundo SILVA (2009, p. 32) "a Pedagogia Social é o campo de estudo em que a conexão entre Educação e Sociedade é levada em conta." , e é essa conexão que pretendemos perceber dentro da Educação Infantil.

Palavras-chave: Educação Infantil, Narrativa, Memória, Prática Pedagógica e Pedagogia Social

  1. TATIANE DELURDES DE LIMA, ARACI ASINELLI DA LUZ

 

A PRÁTICA DA PREVENÇÃO DO ABUSO DE DROGAS POR EDUCADORES SOCIAIS DE UM CENTRO DA JUVENTUDE

O estudo apresenta um recorte de uma Dissertação de Mestrado em Educação (UFPR, 2017), referente às ações do educador social na prevenção de drogas na adolescência. Teve-se como problema de pesquisa: “Quais as práticas dos educadores sociais para prevenção do abuso de drogas na adolescência?. O objetivo foi verificar como ocorre a prevenção do abuso de drogas junto aos adolescentes. Como método optou-se pela pesquisa qualitativa, alcance descritivo e exploratório, com o uso de entrevistas semi-estruturadas junto a 03 educadoras sociais de um Centro da Juventude da região metropolitana de Curitiba/Paraná, onde atende adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social. Para análise dos dados utilizou-se a técnica dos Núcleos de Significação, de Aguiar e Ozella (2015) e como referencial teórico baseou-se em Asinelli-Luz (2014); Machado (2009), Matinez (2016), Roselli-Cruz (2010). Como resultado destaca-se o Núcleo de Significação “Fazer”, que expressa modelos de ação do contexto familiar e profissional junto aos adolescentes, bem como pontuais atividades de relação com outros profissionais da Rede de Proteção. Constatou-se que as práticas para prevenção do abuso de drogas são escassas evidenciando-se a não oferta de formação profissional para a prevenção e ausência de suporte técnico e fragilidade do trabalho em rede.

Palavras-chave: Adolescência. Pedagogia Social. Educação Social. Educação Preventiva Integral. Drogas.

 

  1. TEMÍZIA CRISTINA LOPES LESSA

 

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA UHE CORUMBÁ IV: AS CONTRIBUIÇÕES DA PEDAGOGIA SOCIAL PARA ESTRUTURAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO

As usinas hidrelétricas tornaram-se imprescindíveis ao desenvolvimento do Brasil uma vez que é a matriz energética mais difundida e utilizada no país. Todavia, pela magnitude do empreendimento e dos impactos significativos gerados sobre o ambiente, devem ser licenciadas. Isto é, precisam cumprir uma série de condicionantes. O licenciamento de UHE requer estudo ambiental abrangente, realizado além dos limites geográficos do empreendimento, a fim de identificar impactos diretos e indiretos sobre toda região sob sua influência, inclusive na bacia hidrográfica a qual pertence o rio em que a UHE será instalada. Trata-se de um importante instrumento da Polícia Nacional de Meio Ambiente, que tem por objetivo a preservação da natureza, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico e à proteção da dignidade da vida humana e conservação da biodiversidade. Nesse sendo, a Educação Ambiental é concebida nas/através das relações humanas que se dá por meio de um referencial dialógico carregado de subjetividade e alteridade em meio aos desdobramentos espaciais. Para tanto, as estratégias de enfrentamento da problemática ambiental, para surrem o efeito desejável na construção de sociedades sustentáveis, envolvem uma articulação coordenada entre todos os pos de intervenção ambiental direta, incluindo neste contexto as ações em educação ambiental e movimentos voltados à consolidação da cidadania. Nesse sendo, este artigo objetiva apresentar os instrumentos e mecanismos pedagógicos voltados à avaliação e ao monitoramento de PBA de Educação Ambiental ligado ao licenciamento ambiental da UHE Corumbá IV, com foco na qualidade em execução com fim na aprendizagem desenvolvidos ao longo de seis anos a parr da pedagogia social.

Palavras-chave: Educação Ambiental, Pedagogia Social, Monitoramento, Corumbá IV

 

 

  1. THAIS BARBOSA PASSOS

 

LITERATURA CARCERÁRIA: O TESTEMUNHO POR MEIO DA CARTA-DENÚNCIA

Trata-se de projeto de pesquisa com o objetivo geral de identificar e analisar cartas escritas por pessoas presas e encaminhadas à Ouvidoria Estadual da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo. Selecionaremos para análise cartas que testemunhem torturas e maus tratos sofridos por mulheres e homens presos. Não obstante, nelas poderão estar contidos testemunhos dos quais se extraiam o impacto do encarceramento no desfazimento de vínculos familiares, das expectativas e frustrações na construção e reconstrução de projetos pessoais e outras dimensões de aflições, dramas e angústias vivenciadas no cárcere. Permitindo-nos evidenciar histórias de vidas de atores que, apesar de serem os principais sujeitos impactados pelo sistema de justiça criminal e penitenciário, não são chamados a participar e influir na sua concepção. Temos por hipótese que os relatos escritos podem ser importantes documentos reveladores dos dilemas e irregularidades do sistema prisional. Apoiando-nos na obra de Axel Honneth -Luta pelo Reconhecimento (2003) e Seligmann-Silva – História, Memória e Testemunho (2003), pretendemos alcançar a visibilidade e o reconhecimento de um silêncio perturbador em relação à história prisional, do ponto de vista histórico e literário, principalmente, no que diz respeito à Literatura de Testemunho, ou seja, o relato dos sujeitos que lá habitam.

 

Palavras-chave: Educação Social; Literatura do Testemunho; Sistema Prisional; Políticas Públicas; Gestão Prisional.

 

  1. VALÉRIA REGINA VALÉRIO DE CARVALHO, MARIETA GOUVÊA DE OLIVEIRA PENNA

 

A ESCOLA É O CORRE PRA VOCÊ IR EMBORA: A ESCOLARIZAÇÃO NA PERSPECTIVA DO ADOLESCENTE AUTOR DE ATO INFRACIONAL EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO

Esta pesquisa tem como tema a relação do aluno que cumpre medida socioeducativa de internação com os processos de escolarização. A pesquisa teve como objetivo compreender o sentido do trabalho escolar desenvolvido na Fundação CASA, a partir da perspectiva do adolescente autor de ato infracional em cumprimento de medida socioeducativa de internação. Problematizou-se sobre a relação que estes adolescentes estabelecem com a escola, por meio da análise de suas trajetórias anteriores até a atual situação escolar, vivenciada na referida Fundação. Os dados da pesquisa foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com seis adolescentes internados. A análise foi realizada com base nos conceitos ofício de aluno, sentido do trabalho escolar e relação com o saber, oriundos do referencial teórico dos autores Perrenoud (1995) e Charlot (2005). Como resultados da pesquisa, percebeu-se, a existência de uma relação truncada destes jovens com a escola, anterior à internação, pois vivenciaram trajetórias permeadas por situações de abandono, reprovações e expulsões. Contraditoriamente, foi possível evidenciar que, de algum modo, no ambiente de internação, estabelecem uma nova relação com a escola, que mostra-se positiva, conforme seus relatos, embora também seja utilitarista e estratégica, pois está atrelada à questão de sua desinternação.

 

Palavras-chave: Escolarização. Sentido do trabalho escolar. Relação com o saber. Medida socioeducativa de internação. Fundação CASA.

 

Comissão Científica

 

Prof. Dr. Augusto Chipombela

Universidade Lueji A’Nkonde, Angola

Prof. Dr. Berndt Fichtner

University of Siegen, Alemanha

Prof. Dr. Erineu Foerste

Universidade Federal do Espírito Santo

Prof. Dr. Francisco Evangelista

Centro Universitário Salesiano

Prof. Dr. Geraldo Caliman

Universidade Católica de Brasília

Prof. Dr. Hiran Pinel

Universidade Federal do Espírito Santo

Prof. Dr. João Clemente de Souza Neto

Universidade Presbiteriana Mackenzie

Prof. Dr. Marcel Mendes

Universidade Prebiteriana Mackenzie

Prof. Dr. Marcelo Martins Bueno

Universidade Prebiteriana Mackenzie

Prof. Dr. Roberto da Silva

Universidade de São Paulo

Prof. Dr. Rogério Adolfo de Moura

Universidade Estadual de Campinas

Prof. Dr. Xavier Úcar

Universidade de Barcelona

Profª Drª Nadia Dumara Ruiz Silveira

PUC/SP

Profª Drª Allene Carvalho Lage

Universidade Federal de Pernambuco

Profª Drª Anna Luiza Martins de Oliveira

Universidade Federal de Pernambuco

Profª Drª Diana Lemes Ferreira

Universidade Estadual do Pará

Profª Drª Edelir Salomão Garcia

Universidade Federal de Mato Groso do Sul

Profª Drª Eliana Leal Vasquez

Universidade Federal do Amapá

Profª Drª Eliane Cleonice Alves Precoma

Universidade Federal do Paraná

Profª Drª Evelcy Monteiro Machado

Universidade Federal do Paraná

Profª Drª Gerda Foerste

Universidade Federal do Espírito Santo

Profª Drª Isabel Baptista

Universidade Católica do Porto

Profª Drª Letícia Queiroz de Carvalho

IFES/ES

Profª Drª Margareth Martins Araújo

Universidade Federal Fluminense

Profª Drª Maria Stela Santos Graciani

PUC/SP

Profª Drª Noemia de Carvalho Garrido

Centro Universitário Salesiano

Profª Drª Sueli Maria Pessagno Caro

Centro Universitário Salesiano